terça-feira, 30 de setembro de 2014

GENTILEZA SEMPRE EM ALTA




Ao contrário do que apontam alguns pessimistas de que hoje em dia ninguém se importa com ninguém, o número desses é muito baixo.
A maioria das pessoas se importa, sim, com os demais e auxilia, sem esperar recompensa, sem sequer dizer seus nomes e endereços para receber depois um muito obrigado.
Uma senhora contou que, após deixar o hospital, acompanhando seu marido, ela foi comprar os medicamentos que lhe tinham sido prescritos.
A dificuldade foi grande porque as farmácias da cidade não queriam aceitar o seu cheque, que era de outra cidade.
Quando ela contou ao médico o que havia acontecido, ele prontamente retirou o seu talão de cheques da pasta, assinou os cheques e disse: Isso não vai ser mais problema. Você me devolve quando puder.
Naquela hora, ela não se conteve: chorou de emoção. Afirmou que se lembrará daquele gesto para sempre. Tornaram-se amigos e ele continua sendo o médico da família.
Outra pessoa relatou que, todos os dias, às cinco horas da manhã, esperava o ônibus para o trabalho.
Certa manhã, quando estava no ponto aguardando a condução, uma moto estacionou na sua frente.
Era o motorista do ônibus avisando que a linha que ela estava acostumada pegar havia acabado. E, completou ela, ele percorreu todo o trajeto do ônibus, informando os passageiros sobre o fim daquela linha.
Isso se chama desprendimento, atenção, importar-se com o outro.
Finalmente, existe o relato daquele senhor que foi transferido da agência bancária, em que trabalhava, para uma cidade de Minas Gerais, chamada Passa Quatro.
Mudou-se com a mulher e os quatro filhos. Fizeram a viagem de carro, chegando na casa que haviam alugado ao mesmo tempo que o caminhão que trazia a mudança.
As crianças estavam com fome, choravam com saudades dos amigos que haviam ficado para trás.
A esposa não sabia se atendia os filhos ou se dava ordens para os homens que estavam descarregando a mudança.
Nessa hora, dona Ana se apresentou como sua vizinha, trazendo nas mãos uma bandeja com uma jarra de suco de laranja, biscoitos e sanduíches.
Não somente alimentou a todos, mas se prontificou a distrair as crianças, enquanto os pais arrumavam os móveis.
Foi essa acolhida carinhosa e alegre que trouxe excelentes consequências. O casal decidiu construir ali sua casa, e permaneceu na cidade, mesmo após a aposentadoria do pai de família.

A gentileza existe e está em alta. Há um número muito maior de pessoas que estão atentas ao que acontece ao seu redor e dispostas ao auxílio do que possamos imaginar.
Se desejar engrossar esse número, é muito simples. Na próxima vez que for ao mercado olhe para os lados e observe se um idoso não está precisando de ajuda para descobrir o preço de alguma mercadoria.
Ou se uma mãe não está tendo alguma dificuldade com seu bebê.
Seja gentil: ajude a colocar as compras no carro, ceda sua vez no caixa, converse enquanto aguarda, acalme uma criança, sossegue alguém irritado com a demora da fila.
É isso que torna o nosso mundo melhor, a cada novo dia.


(Redação do Momento Espirita, com base no artigo A gentileza de estranhos, de Seleções Reader's Digest, de novembro/2002)

sábado, 13 de setembro de 2014

TER SEMPRE RAZÃO


Quanto custa ter sempre razão?
Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?
É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.
Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.
Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?
Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?
Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?
Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?
Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.
Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.
Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.
Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.
Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.
Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.
Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.
Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.
Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.
Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.
Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.
Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.
Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.
Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.
A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.
Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.
Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.
Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.
Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.

Pensemos nisso.

(Redação do Momento Espírita)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ACEITAÇÃO



Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, porventura, te aflijam. E dizemos “construtiva” porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem, criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilhem a vida.
Reflitamos nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possamos afastar ou remediar.
Antes de recolher-nos ao berço terrestre, na Vida Maior, escolhemos ou somos induzidos a escolher o tipo de experiência das quais temos necessidade para melhorar-nos ou promover-nos a planos mais elevados.
Diante disso, busca os recursos precisos à harmonização de tudo o que te interessa à paz e ao bom-ânimo para o desempenho das tarefas que a vida te atribui, mas não te proponhas a destruir os meios de que careces para que te sintas mais eficiente na construção geral.
Se trazes algum órgão doente, procura recursos para tratá-lo convenientemente, como se torna indispensável, mas se a moléstia é irreversível, admite-a com paciência, nos domínios do próprio corpo, consciente de que ela terá função específica na preservação de tua paz.
Tenta recuperar determinados bens que perdeste, em vista da invigilância de amigos aos quais te confiaste; no entanto, esquece os prejuízos sofridos e segue para diante.
Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação não surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor.
Educa o parente difícil como puderes, entretanto, se esse mesmo familiar prossegue difícil, abraça-o, tal qual é, para que aprendas tolerância e humildade.
Rebeldia complica os melhores planos da vida.
Revolta é atraso lastimável em qualquer organização.
Acolhe as tuas dificuldades quando não consigas extingui-las, sanando-as, pouco a pouco, sob o esforço de tua energia serena.

Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de superá-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará.


sábado, 2 de agosto de 2014

CONFESSAR O MESTRE



“E digo-vos que tudo aquilo que me confessam diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará, diante dos anjos de Deus”.
Jesus – Lucas 12 - 8

Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar o Mestre se resumirá tão somente à uma profissão de fé por intermédio das palavras.
Para a demonstração de que aderimos sinceramente a Jesus, bastaria subir à uma tribuna ou discutir, acaloradamente, com alguns amigos que ainda não conseguem compreender?
Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos, através dos tempos, mas uma atitude desassombrada é uma das faces da realização, sem constituir, porém, o seu precioso conjunto.
Confessar o Cristo, diante dos homens, é revelar-lhe a Luz e o Poder em ações de amor e desprendimento que os homens vulgares ainda não conhecem.
Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas pautar a vida em plano superior e diferente, de sorte que os espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de nossa alma, algo de mais elevado que não sentem noutros lugares e situações do mundo.
Não é fácil revelar Jesus entre as comunidades terrestres, quando sabemos que Ele próprio foi por elas conduzido à cruz do martírio, mas é dessa confissão que a Sua palavra persuasiva nos fala no Evangelho da Verdade e do Amor.
É justo se precate o discípulo contra o perigo de uma obsessão verbal, sem a participação de suas energias interiores.

O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas do mundo, mas esse ato não será apenas por palavras e, sim, por todas as demonstrações vivas do coração.
Emmanuel.

(Do livro "Mentores e Seareiros, diversos espíritos, psicografia de Chico Xavier, FEB)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O CANTOR INCOMPARÁVEL


Ele chegou à Terra, anunciado por um coro celestial que foi ouvido por pessoas simples, que se encontravam nos campos. Seres que dormiam sob o dossel das estrelas, enquanto guardavam as ovelhas, na noite ainda não de todo fria.
O Pastor das almas se fez anunciar aos pastores... Significativa mensagem.
Os versos da canção têm sido repetidos ao longo dos séculos, embalando a esperança e sustentando as almas: Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.
E o Senhor das estrelas se fez carne e habitou entre nós. Aguardou os anos para Ele próprio entoar a mais enlevante canção de todos os tempos.
Canção que atravessou as épocas, que sobreviveu às guerras, às perseguições, às adulterações dos homens de má fé.
Às margens do Genesaré, em Cafarnaum, Dalmanuta, Betsaida, pelos caminhos da Galileia e da Samaria, os homens lhe ouviram a voz, chamando-os para o reino de Deus.
Quando Ele abria a boca e falava, com a autoridade da Sua perfeição, brotavam versos de espiritualidade e conforto moral:
Vinde a mim, todos vós, que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou manso e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.
Mas Sua canção não era somente de consolo, também de glorificação ao Pai e à vida. Versejador incomparável, tomava da lira da natureza para dedilhar as notas delicadas dos Seus poemas.
Olhai as aves do céu, que não semeiam, nem colhem, nem fazem provimentos nos celeiros e, no entanto, vosso pai celestial as sustenta.
Considerai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam, e contudo, nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles.
Os homens e mulheres que O seguiram aprenderam a canção e a vêm repetindo, séculos afora. Nem a noite medieval, com toda sua sombra, conseguiu obscurecer o brilho da canção.
E, até hoje se repete o doce canto de Jesus, fascinando as vidas.
Não somente as vidas desgraçadas e sem esperança, mas as de todos os que desejam ter vida em abundância. E os que descobrem os segredos da canção, a agasalham na acústica da alma. E a cantam também.
Assim foi com os mártires que, durante três séculos, entraram nas arenas, enfrentando as feras, o açoite e o fogo entre canções de louvor.
Aos ataques dos surdos, respondiam com os arpejos da musicalidade que haviam aprendido com o extraordinário Cantor.
E, até hoje, os homens repetem a canção, ansiosos por voltarem a ouvi-la, dos lábios dEle, que venceu a morte, na madrugada da ressurreição.

Jesus é o celeste cantor da Imortalidade. Sua voz prossegue a nos convidar para o Seu reino, que não é deste mundo, que não tem aparências exteriores, o reino dos céus.
Abrandemos a saudade, permitindo-nos ouvir no palco da nossa intimidade, a sonoridade dos seus versos: Eu sou o bom pastor. Nenhuma das ovelhas que meu pai me confiou se perderá.
O bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas.


(Da redação do Momento Espírita, baseado nos Evangelhos de Mateus e João)


quinta-feira, 19 de junho de 2014

CARTÃO DE VISITA



Em qualquer estudo da mediunidade, não podemos esquecer que o pensamento vige na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.
Analisando-o, palidamente, tomemos a imagem da vela acesa, apesar de imprópria para as nossas anotações.
A vela acesa arroja de si fótons ou força luminosa.
O cérebro exterioriza princípios inteligentes ou energia mental.
Na primeira, temos a chama.
No segundo, identificamos a idéia.
Uma e outro possuem campos característicos de atuação, que é tanto mais vigorosa quanto mais se mostre perto do fulcro emissor.
No fundo, os agentes a que nos referimos são neutros em si.
Imaginemos, no entanto, o lume conduzido. Tanto pode revelar o caminho de um santuário, quanto a trilha de um pântano.
Tanto ajuda os braços do malfeitor na execução de um crime, quanto auxilia as mãos do benfeitor no levantamento das boas obras.
Verificamos, no símile, que a energia mental, inelutavelmente ligada à consciência que a produz, obedece à vontade.
E, compreendendo-se no pensamento a primeira estação de abordagem magnética, em nossas relações uns com os outros, seja qual for a mediunidade de alguém, é na vida íntima que palpita a condução de todo o recurso psíquico.
Observa, pois, os próprios impulsos.
Desejando, sentes.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
Realizando, atrais.
Atraindo, refletes.
E, refletindo, estendes a própria influência, acrescida dos fatores de indução do grupo com que te afinas.
O pensamento é, portanto, nosso cartão de visita.
Com ele, representamos ao pé dos outros, conforme nossos próprios desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento, a luz dos construtores do bem ou a sombra dos carregadores do mal.

(Do livro: "Seara dos Médiuns", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

VEM



E quem o ouve, diga: – Vem. E quem tem sede, venha.” – (Apocalipse, 22:17.)

A Terra é a grande escola das almas em que se educam alunos de todas as idades.
Se atingiste o nível das grandes experiências, não te inquiete a incessante extensão do trabalho.
Não enxergues inimigos nos semelhantes de entendimento imperfeito. Muitos deles não saíram ainda do jardim de infância espiritual.
Dá sempre o bem pelo mal, a verdade pela mentira e o amor pela indiferença.
A inexperiência e a ignorância dos corações que se iniciam na luta fazem, freqüentemente, grande algazarra em torno do espírito que procura a si mesmo.
Por isso, padecerás muitas vezes aflição e desânimo.
Não te perturbes, porém.
Se as ilusões e os brinquedos da maioria não mais te satisfazem, é que a madureza te inclina a horizontes mais vastos.
Recorda que somente Jesus é bastante sábio e bastante forte para acalmar-te.
Ouve-lhe o apelo divino, formulado nas derradeiras palavras do seu Testamento de Amor: – “Vem!”
Ninguém te pode impedir o acesso à fonte da luz infinita.
O Mestre é o Eterno Amigo que nos rompe as algemas e nos abre portas renovadoras...
Entretanto, é preciso saibas querer.
O Senhor jamais nos fará violência.
Sofres? Estás fatigado? Tropeças sob os fardos do mundo?
Vem!
Jesus reserva-te os braços abertos.

Vem e atende ainda hoje! É verdade que sempre alcançaste ensejos de serviço, que o Mestre sempre foi abnegado e misericordioso para contigo, mas não te esqueças de que as circunstâncias se modificam com as horas e que nem todos os dias são iguais.

(Do livro: "Fonte Viva", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CARIDADE E TOLERÂNCIA




Milhares de criaturas esperavam-no coroado de louros, numa carruagem de glória.
Ele, o Grande renovador, deveria surgir numa apoteose de exaltação individual.
O trono dourado.
O cetro imponente.
O laurel dos triunfadores.
A túnica solar.
Os olhos injetados de orgulho.
O verbo supremo.
A exibição de riquezas.
Os espetáculos de poder.
A escolta angélica.
As sentenças inapeláveis.

Jesus, porém, caminha entre os homens, à maneira de servidor vulgar, de vilarejo em vilarejo.
Veste-se conforme as usanças dos que o cercam.
Apostoliza em lares e barcos emprestados.
Ouve atenciosamente mulheres consideradas desprezíveis.
Atende a homens conhecidos por malfeitores.
Serve-se à mesa de pessoas classificadas como indignas.
Abraça crianças desamparadas.
Socorre doentes anônimos.
Acolhe a todos por amigos, a ponto de aceitar como discípulo aquele que desertaria, dominado pela ambição.
Recebe remoques e injúrias de quantos lhe exigem sinais do espírito.
E parte do mundo, banido, entre ladrões, sob violência e sarcasmo; no entanto, em circunstância alguma condena ou amaldiçoa, mas sim suporta e ajuda sempre, respeitando nos seus ofensores filhos de Deus que o tempo renovará.

Também na Doutrina Espírita, indene de todo cárcere dogmático, a indagação campeia livremente.
Cristianismo redivivo, qual acontecia na época da presença direta do Senhor, junto dela hoje enxameiam, de mistura com os corações generosos que amam e auxiliam, as antigas legiões dos desesperados, dos escarnecedores, dos indecisos, dos investigadores contumazes, dos inquisidores da opinião, dos perseguidores gratuitos, dos gênios estéreis, dos cépticos frios e dos ignorantes sequiosos de privilégios, por doentes da alma...
Entretanto, se Jesus, que foi o Embaixador Divino, para manter-se ligado à Esfera Superior exerceu a caridade e a tolerância em todos os graus, como fugir delas, nós, espíritos endividados perante a Lei, necessitados do perdão e do amparo uns dos outros?

É por isso que, em nossas atividades, precisamos todos de obrigação cumprida e atitude exata, humildade vigilante e fé operosa, com a caridade e a tolerância infatigáveis para com todos, sem desprezar a ninguém.

(Do livro "Seara dos Médiuns", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

NO FUTURO

E não mais ensinará cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: – Conhece o Senhor! porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.” – Paulo. (Hebreus, 8:11.)



Quando o homem gravar na própria alma
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro,
O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.
O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.
A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.
A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem
Em tabernáculo de luz eterna,
Em que o seu Reino Divino

Resplandecerá para sempre.

(Do livro "Pão Nosso", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

terça-feira, 15 de abril de 2014

CONVITE




Programação abaixo:
Quinta-feira, 01/05/2014

LIÇÃO 5 – CONSEGUES IR?
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”
(Mateus, 11:28)
LIÇÃO 15 – FRATERNIDADE
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”
(João, 13:35)

Domingo, 04/05/2014

LIÇÃO 17 – CRISTO E NÓS
 “E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: Eis –me aqui Senhor”
(Atos, 9:10)
LIÇÃO 18 – NÃO SOMENTE
“Nem só de pão vive o homem...”
(Mateus, 4:4)

Quinta-feira, 08/05/2014

LIÇÃO 19 – APASCENTA
“Pedro, apascenta as minhas ovelhas.”
(João, 21:17)
LIÇÃO 22 – A RETRIBUIÇÃO
“Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, o que receberemos?”
(Mateus, 19:27)

Domingo, 11/05/2014

LIÇÃO 25 – NOS DONS DO CRISTO
 “Mas a graça foi dada a cada um de nós, segundo a medida do dom do Cristo.”
(Efésios, 4:7)
LIÇÃO 26 – OBREIRO SEM FÉ
“...e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
(Tiago, 2:18)

Quinta-feira, 15/05/2014

LIÇÃO 28 – ALGUMA COISA
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.”
(Lucas, 5:31)
LIÇÃO 29 – SIRVAMOS
“Servindo de boa-vontade, como sendo ao Senhor, e não aos homens.”
(Efésios, 6:7)

Domingo, 18/05/2014

LIÇÃO 32 – A BOA PARTE
 “Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada.”
(Lucas. 10:42)
LIÇÃO 35 – ENTENDAMOS O BEM
“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.”
(Romanos, 12:21)

Quinta-feira, 22/05/2014

LIÇÃO 38 – SE SOUBÉSSEMOS
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
(Lucas, 23:34)
LIÇÃO 47 – AUTO-LIBERTAÇÃO
“Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.”
(I Timóteo, 6:7)

Domingo, 25/05/2014

LIÇÃO 58 – DISCÍPULOS
 “E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.”
(Lucas. 14:27)
LIÇÃO 163 – APRENDAMOS COM JESUS
“Suportando -vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa; assim como o Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”
(Colossenses 3:13)

Quinta-feira, 29/05/2014

LIÇÃO 156 – PARENTES
“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua  família, negou a fé e é pior do que o infiel.”
(I Timóteo, 5:8)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
“Amai os vossos inimigos.”
(Capítulo 12 itens 01 a 03)


(Temas retirados do livro FONTE VIVA, Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

domingo, 6 de abril de 2014

SUPERIORIDADE DA NATUREZA DE JESUS



Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma.
Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.
O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispiritual, que constituí o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da Natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como conseqüência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.
 Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (cap. XIV, nº 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.
Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir?

Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.

(Do livro "A Gênese",cap. 15, Kardec, FEB)

sábado, 5 de abril de 2014

RABI DA GALILÉIA


A cidade de Jerusalém se estendia magnífica nas montanhas, entre o Mar Mediterrâneo e o norte do Mar Morto. Era primavera e os muros que a protegiam estavam tomados por flores multicoloridas.
Nas ruas, o povo ocupava-se de seus afazeres. O burburinho incessante da população contrastava com o silêncio bucólico do deserto que a rodeava.
Contudo, naquele dia, algo estava dissonante da rotina da cidade. Um aglomerado de pessoas reunia-se em torno de uma figura peculiar, que pregava nas escadarias do templo.
Sua fala era grave. Logo se via que ele tratava de assuntos de suma importância. Porém, Seus olhos eram ternos e transmitiam uma serenidade capaz de apaziguar os mais revoltos corações.
Aqueles que O escutavam, facilmente nEle reconheciam uma admirável fortaleza: Vinde a mim vós que estais cansados e eu vos aliviarei.
NEle encontravam respostas para as questões profundas: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E também esperanças de dias melhores: Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.
Alguns O chamavam Rabi, palavra judaica cujo significado é professor, mestre. Outros O consideravam um agitador público, cujas ideias revolucionárias deveriam ser combatidas.
A verdade era que Esse Galileu, filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, era ciente, desde a mais tenra idade, de Sua missão para com o nosso planeta.
Em torno dos trinta anos, conforme os relatos evangélicos, convocou doze companheiros para que, junto dEle, pudessem levar a mensagem consoladora de Seu Pai.
Falou com simplicidade, levou esperança aos aflitos, curou os doentes. Estendeu a mão para os marginalizados, secou lágrimas, saciou a fome do corpo e, principalmente, da alma.
Ensinou a orar de maneira a conjugarmos menos o verbo pedir e mais o agradecer: Pai nosso que estais no céu...
Aconchegou as crianças em Seu colo e orientou a que tornássemos nossos corações semelhantes aos delas, pois que, se agíssemos com a pureza e a simplicidade das criancinhas, conheceríamos o Reino dos Céus.
Ensinou a importância de não julgar. Antes, a de agir de acordo com a lei de caridade: O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis.
Recomendou, ainda, a vigilância, para que não acabemos por sucumbir através das tentações oriundas dos vícios morais que ainda trazemos em nosso íntimo.
Doou-se inteiramente à Humanidade. Entretanto, vítima inocente do orgulho e da mesquinhez humana, foi-lhe destinado o madeiro da cruz, que aceitou resignadamente.
Antes, todavia, deixou-nos a maior lição acerca do perdão, quando, num gesto de total doação, perdoou Seus algozes: Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem.
Seu nome é Jesus Cristo. Filho de Maria e de José, filho de Deus Pai. Irmão de toda a Humanidade e de cada um em particular.
É Ele o Mestre Divino, o melhor amigo, aquele que permanece ao nosso lado, auxiliando-nos na caminhada que nos conduz a Deus, à luz, à eterna felicidade.
Mais de dois mil anos depois, o convite se repete: Eis que estou à porta e bato.
Teremos coragem para abrir as portas de nossos corações e permitir que nele o bondoso Amigo faça morada?
Pensemos nisso!
(Da Redação do "Momento Espírita")


domingo, 9 de fevereiro de 2014

PRECE A JESUS



Senhor Jesus!
Divino condenado sem culpa!...
Enquanto Te rememoramos o madeiro de ignomínia,  lança Tua benção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão...
Tu que Te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não Te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!
Muitos, ó Eterno Benfeitor, Te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a Tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-Te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em Tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio.
Ah! Senhor! quantos Te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!... Nós, no entanto, não desconhecemos que o Teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de Tua graça, nos celeiros da eterna vitória!... Suplicar-Te-emos, assim, abençoes o lobo que se julga triunfante.
Mestre da Cruz, compadece-Te, pois, de todos nós, os que Te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, algemados ao cárcere de nossos próprios crimes, garroteados pelas recordações dolorosas que nos entenebrecem a consciência!
Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da inteligência, os que exploramos as viúvas e os órfãos, os que deliberadamente fugimos ao amor que nos ensinaste!...
Excelso Benfeitor, estende sobre nós Teu olhar compassivo, Tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações de solidariedade e apesar das mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter a fraqueza de Pedro em resistência e como haverias de levantar o espírito de Judas, nosso irmão!...

ó Senhor, compadece-Te, ainda, das cruzes que talhamos, das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que não merecias, o Teu olhar de perdão sobre as nossas dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, aliviados por Tuas sublimes palavras: – “Perdoa-lhes, meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem”.

(Do livro "Em oração", psicografia de Chico Xavier, diversos espíritos)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A QUEM OBEDECES?

“E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” – Paulo. (Hebreus, 5:9.)



Toda criatura obedece a alguém ou a alguma coisa.
Ninguém permanece sem objetivo.
A própria rebeldia está submetida às forças corretoras da vida.
O homem obedece a toda hora. Entretanto, se ainda não pôde definir a própria submissão por virtude construtiva, é que, não raro, atende, antes de tudo, aos impulsos baixos da natureza, resistindo ao serviço de auto-elevação.
Quase sempre transforma a obediência que o salva em escravidão que o condena. O Senhor estabeleceu as gradações do caminho, instituiu a lei do próprio esforço, na aquisição dos supremos valores da vida, e determinou que o homem lhe aceitasse os desígnios para ser verdadeiramente livre, mas a criatura preferiu atender à sua condição de inferioridade e organizou o cativeiro. O discípulo necessita examinar atentamente o campo em que desenvolve a própria tarefa.
A quem obedeces? Acaso, atendes, em primeiro lugar, às vaidades humanas ou às opiniões alheias, antes de observares o conselho do Mestre Divino?

É justo refletir sempre, quanto a isso, porque somente quando atendemos, em tudo, aos ensinamentos vivos de Jesus, é que podemos quebrar a escravidão do mundo em favor da libertação eterna.

(Do livro "PÃO NOSSO", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier)