terça-feira, 15 de abril de 2014

CONVITE




Programação abaixo:
Quinta-feira, 01/05/2014

LIÇÃO 5 – CONSEGUES IR?
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”
(Mateus, 11:28)
LIÇÃO 15 – FRATERNIDADE
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”
(João, 13:35)

Domingo, 04/05/2014

LIÇÃO 17 – CRISTO E NÓS
 “E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: Eis –me aqui Senhor”
(Atos, 9:10)
LIÇÃO 18 – NÃO SOMENTE
“Nem só de pão vive o homem...”
(Mateus, 4:4)

Quinta-feira, 08/05/2014

LIÇÃO 19 – APASCENTA
“Pedro, apascenta as minhas ovelhas.”
(João, 21:17)
LIÇÃO 22 – A RETRIBUIÇÃO
“Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, o que receberemos?”
(Mateus, 19:27)

Domingo, 11/05/2014

LIÇÃO 25 – NOS DONS DO CRISTO
 “Mas a graça foi dada a cada um de nós, segundo a medida do dom do Cristo.”
(Efésios, 4:7)
LIÇÃO 26 – OBREIRO SEM FÉ
“...e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
(Tiago, 2:18)

Quinta-feira, 15/05/2014

LIÇÃO 28 – ALGUMA COISA
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.”
(Lucas, 5:31)
LIÇÃO 29 – SIRVAMOS
“Servindo de boa-vontade, como sendo ao Senhor, e não aos homens.”
(Efésios, 6:7)

Domingo, 18/05/2014

LIÇÃO 32 – A BOA PARTE
 “Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada.”
(Lucas. 10:42)
LIÇÃO 35 – ENTENDAMOS O BEM
“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.”
(Romanos, 12:21)

Quinta-feira, 22/05/2014

LIÇÃO 38 – SE SOUBÉSSEMOS
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
(Lucas, 23:34)
LIÇÃO 47 – AUTO-LIBERTAÇÃO
“Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.”
(I Timóteo, 6:7)

Domingo, 25/05/2014

LIÇÃO 58 – DISCÍPULOS
 “E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.”
(Lucas. 14:27)
LIÇÃO 163 – APRENDAMOS COM JESUS
“Suportando -vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa; assim como o Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”
(Colossenses 3:13)

Quinta-feira, 29/05/2014

LIÇÃO 156 – PARENTES
“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua  família, negou a fé e é pior do que o infiel.”
(I Timóteo, 5:8)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
“Amai os vossos inimigos.”
(Capítulo 12 itens 01 a 03)


(Temas retirados do livro FONTE VIVA, Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

domingo, 6 de abril de 2014

SUPERIORIDADE DA NATUREZA DE JESUS



Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma.
Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.
O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispiritual, que constituí o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da Natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como conseqüência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.
 Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (cap. XIV, nº 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.
Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir?

Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.

(Do livro "A Gênese",cap. 15, Kardec, FEB)

sábado, 5 de abril de 2014

RABI DA GALILÉIA


A cidade de Jerusalém se estendia magnífica nas montanhas, entre o Mar Mediterrâneo e o norte do Mar Morto. Era primavera e os muros que a protegiam estavam tomados por flores multicoloridas.
Nas ruas, o povo ocupava-se de seus afazeres. O burburinho incessante da população contrastava com o silêncio bucólico do deserto que a rodeava.
Contudo, naquele dia, algo estava dissonante da rotina da cidade. Um aglomerado de pessoas reunia-se em torno de uma figura peculiar, que pregava nas escadarias do templo.
Sua fala era grave. Logo se via que ele tratava de assuntos de suma importância. Porém, Seus olhos eram ternos e transmitiam uma serenidade capaz de apaziguar os mais revoltos corações.
Aqueles que O escutavam, facilmente nEle reconheciam uma admirável fortaleza: Vinde a mim vós que estais cansados e eu vos aliviarei.
NEle encontravam respostas para as questões profundas: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. E também esperanças de dias melhores: Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.
Alguns O chamavam Rabi, palavra judaica cujo significado é professor, mestre. Outros O consideravam um agitador público, cujas ideias revolucionárias deveriam ser combatidas.
A verdade era que Esse Galileu, filho de um carpinteiro e de uma dona de casa, era ciente, desde a mais tenra idade, de Sua missão para com o nosso planeta.
Em torno dos trinta anos, conforme os relatos evangélicos, convocou doze companheiros para que, junto dEle, pudessem levar a mensagem consoladora de Seu Pai.
Falou com simplicidade, levou esperança aos aflitos, curou os doentes. Estendeu a mão para os marginalizados, secou lágrimas, saciou a fome do corpo e, principalmente, da alma.
Ensinou a orar de maneira a conjugarmos menos o verbo pedir e mais o agradecer: Pai nosso que estais no céu...
Aconchegou as crianças em Seu colo e orientou a que tornássemos nossos corações semelhantes aos delas, pois que, se agíssemos com a pureza e a simplicidade das criancinhas, conheceríamos o Reino dos Céus.
Ensinou a importância de não julgar. Antes, a de agir de acordo com a lei de caridade: O que fizerdes ao menor dos meus irmãos, a mim o fazeis.
Recomendou, ainda, a vigilância, para que não acabemos por sucumbir através das tentações oriundas dos vícios morais que ainda trazemos em nosso íntimo.
Doou-se inteiramente à Humanidade. Entretanto, vítima inocente do orgulho e da mesquinhez humana, foi-lhe destinado o madeiro da cruz, que aceitou resignadamente.
Antes, todavia, deixou-nos a maior lição acerca do perdão, quando, num gesto de total doação, perdoou Seus algozes: Pai, perdoai-os. Eles não sabem o que fazem.
Seu nome é Jesus Cristo. Filho de Maria e de José, filho de Deus Pai. Irmão de toda a Humanidade e de cada um em particular.
É Ele o Mestre Divino, o melhor amigo, aquele que permanece ao nosso lado, auxiliando-nos na caminhada que nos conduz a Deus, à luz, à eterna felicidade.
Mais de dois mil anos depois, o convite se repete: Eis que estou à porta e bato.
Teremos coragem para abrir as portas de nossos corações e permitir que nele o bondoso Amigo faça morada?
Pensemos nisso!
(Da Redação do "Momento Espírita")


domingo, 9 de fevereiro de 2014

PRECE A JESUS



Senhor Jesus!
Divino condenado sem culpa!...
Enquanto Te rememoramos o madeiro de ignomínia,  lança Tua benção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão...
Tu que Te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não Te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!
Muitos, ó Eterno Benfeitor, Te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a Tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-Te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em Tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio.
Ah! Senhor! quantos Te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!... Nós, no entanto, não desconhecemos que o Teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de Tua graça, nos celeiros da eterna vitória!... Suplicar-Te-emos, assim, abençoes o lobo que se julga triunfante.
Mestre da Cruz, compadece-Te, pois, de todos nós, os que Te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, algemados ao cárcere de nossos próprios crimes, garroteados pelas recordações dolorosas que nos entenebrecem a consciência!
Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da inteligência, os que exploramos as viúvas e os órfãos, os que deliberadamente fugimos ao amor que nos ensinaste!...
Excelso Benfeitor, estende sobre nós Teu olhar compassivo, Tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações de solidariedade e apesar das mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter a fraqueza de Pedro em resistência e como haverias de levantar o espírito de Judas, nosso irmão!...

ó Senhor, compadece-Te, ainda, das cruzes que talhamos, das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que não merecias, o Teu olhar de perdão sobre as nossas dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, aliviados por Tuas sublimes palavras: – “Perdoa-lhes, meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem”.

(Do livro "Em oração", psicografia de Chico Xavier, diversos espíritos)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A QUEM OBEDECES?

“E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem.” – Paulo. (Hebreus, 5:9.)



Toda criatura obedece a alguém ou a alguma coisa.
Ninguém permanece sem objetivo.
A própria rebeldia está submetida às forças corretoras da vida.
O homem obedece a toda hora. Entretanto, se ainda não pôde definir a própria submissão por virtude construtiva, é que, não raro, atende, antes de tudo, aos impulsos baixos da natureza, resistindo ao serviço de auto-elevação.
Quase sempre transforma a obediência que o salva em escravidão que o condena. O Senhor estabeleceu as gradações do caminho, instituiu a lei do próprio esforço, na aquisição dos supremos valores da vida, e determinou que o homem lhe aceitasse os desígnios para ser verdadeiramente livre, mas a criatura preferiu atender à sua condição de inferioridade e organizou o cativeiro. O discípulo necessita examinar atentamente o campo em que desenvolve a própria tarefa.
A quem obedeces? Acaso, atendes, em primeiro lugar, às vaidades humanas ou às opiniões alheias, antes de observares o conselho do Mestre Divino?

É justo refletir sempre, quanto a isso, porque somente quando atendemos, em tudo, aos ensinamentos vivos de Jesus, é que podemos quebrar a escravidão do mundo em favor da libertação eterna.

(Do livro "PÃO NOSSO", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier)

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

SIGAMO-LO

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim” – disse Jesus aos seus discípulos.



Porque é Jesus o caminho? Porque penetrou a mente divina estabelecendo íntima, perfeita e ininterrupta comunhão com Deus. Desse modo, conquistou a verdade e a vida.
Que é a verdade? A verdade é o imutável, o eterno, o indestrutível. É o que os fatos confirmam todas as vezes que apelamos para o seu testemunho. É o que sempre foi e será. Verdade é amor.
Que é a vida? A vida é o triunfo sobre a morte. É a vitória sobre o aniquilamento: vitória decisiva, absoluta, que exclui por completo a possibilidade de derrota. A vida é a manifestação da vontade de Deus: vida é amor.
Jesus possui a verdade e a vida. De todos os entes que pisaram a Terra nenhum outro o fez com tais prerrogativas. A sabedoria do homem é vã. A vida do homem passa como uma sombra. O seu amor está subjugado pelo egoísmo.
O homem não vingou ainda a verdade e a vida porque ele erra a cada instante, e porque de dia para dia avança para a morte.
O homem, portanto, não percorreu o caminho que conduz à verdade e à vida.
Jesus já fez essa jornada: já logrou verdade e vida. Ele, pois, é o caminho por meio do qual o homem alcançará verdade e vida. Enquanto o homem não seguir as pegadas de tal guia, jamais vencerá o carreiro a percorrer.
A estrada é uma só: não há outra. O destino é uno na eternidade. Avisado anda quem não perde tempo por atalhos e torcicolos que não têm saída.
Jesus é o caminho, porque já conhece o terreno a transpor. Já fez o percurso. É o único que pode guiar com segurança aqueles que o têm de fazer. O homem não sabe conduzir outro homem. Ao Filho de Deus, mas somente ao Filho de Deus, é dada essa missão. Seu corpo não viu corrupção; sua palavra não foi contestada; ninguém o convenceu de pecado; seu amor não teve intermitências em qualquer transe ou conjuntura. Não há, para ele, paralelo possível neste mundo.

Jesus é, sem dúvida, o caminho: sigamo-lo.

(Do livro "NAS PEGADAS DO MESTRE", Vinicius, FEB)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

LOUVOR DO NATAL



Senhor Jesus!
Quando vieste ao mundo, numerosos conquistadores haviam passado, cimentando reinos de pedra com sangue e lágrimas.
Na retaguarda dos carros de ouro e púrpura com que lhes fulgia as vitórias, alastravam-se, como rastros da morte, a degradação e a pilhagem, a maldição do solo envilecido e o choro das vítimas indefesas.
Levantaram-se, poderosos, em palácios fortificados e faziam leis de baraço e cutelo, para serem, logo após, esquecidos no rol dos carrascos da Humanidade.
Entretanto, Senhor, nasceste nas palhas e permaneceste lembrado para sempre.
Ninguém sabe até hoje quais tenham sido os tratadores de animais que te ofertaram esburacada manta, por leito simples, e ignora-se quem foi o benfeitor que te arrancou ao desconforto da estrebaria para o clima do lar.
Cresceste sem nada pedir que não fosse o culto à verdadeira fraternidade.
Escolheste vilarejos anônimos para a moldura de tua palavra sublime...Buscaste para companheiros de tua obra homens rudes, cujas mãos calejadas não lhes favoreciam os vôos do pensamento. E conversaste com a multidão, sem propaganda condicionada.
No entanto, ninguém conhece o nome das crianças que te pousaram nos joelhos amigos, nem das mãos fatigadas a quem te dirigiste na via pública!
A História, que homenageava Júlio César, discutia Horácio, enaltecia Tibério, comentava Virgílio e admirava Mecenas, não te quis conhecer em pessoa, ao lado de tua revelação, mas o povo te guardou a presença divina e as personagens de tua epopéia chamam-se “o cego Bartimeu”, “o homem de mão mirrada”, “o servo do centurião”, “o mancebo rico”, a “mulher Cananéia”, “o gago de Decápolis”, “a sogra de Pedro”, “Lázaro, o irmão de Marta e Maria”.
Ainda assim, Senhor, sem finanças e sem cobertura política, sem assessores e sem armas, venceste os séculos e estás diante de nós, tão vivo hoje quanto ontem, chamando-nos o espírito ao amor e à humildade que exemplificaste, para que surjam, na Terra, sem dissensão e sem violência, o trabalho e a riqueza, a tranquilidade e a alegria, com bênção de todos.
É por isso que, emocionados, recordando-te a manjedoura, repetimos em prece:
- Salve, Cristo! Os que aspiram a conquistar desde agora, em si mesmos, a luz de teu reino e a força de tua paz, te glorificam e te saúdam!...

(Emmanuel, do livro ANTOLOGIA MEDIÚNICA DO NATAL, Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos)

sábado, 14 de dezembro de 2013

O BEBÊ DE MARIA



Um poeta do Líbano, que amou Jesus, escreveu um dia a respeito dEle, mais ou menos assim:
Quando Jesus nasceu, Maria, Sua mãe o envolveu em seus braços, como a concha envolve a pérola. E Ele palpitava com o ritmo de sua vida.
Passaram-se as estações, e Ele tornou-se um menino cheio de risos. Ninguém entre nós sabia o que Ele iria fazer, pois parecia sempre fora da nossa espécie.
Brincava com os outros meninos mais do que estes brincavam com Ele.
E Ele cresceu como uma palmeira preciosa em nossos jardins. Seus olhos eram como mel, e cheios do assombro dos dias.
E na Sua boca havia a sede do rebanho do deserto pelo lago.
Depois, os anos O levaram a falar no templo e nos jardins da Galileia. Às vezes, Maria O seguia para lhe escutar as palavras e ouvir as batidas de seu próprio coração.
Jesus visitou outras terras no Leste e no Oeste. Mas Maria O esperava no limiar da casa e, cada entardecer, seus olhos procuravam na estrada pela Sua volta.
Entretanto, após a Sua chegada, ela costumava dizer-nos: "Ele é grande demais para ser meu filho." Parecia que Maria não podia acreditar que a planície tivesse dado nascimento à montanha.
Foi na juventude do ano, quando as flores vermelhas enchiam os montes, que Jesus chamou Seus discípulos e foi a Jerusalém. Pelo anoitecer da quinta-feira, Ele foi capturado fora das muralhas da cidade e feito prisioneiro. Maria, Sua mãe, não pronunciou uma palavra. Mas surgiu em seus olhos o cumprimento daquela promessa de dor e alegria que tínhamos observado quando ela era apenas uma noiva em Nazaré.
Nós chorávamos porque sabíamos qual ia ser o amanhã do seu filho. Mas ela não chorava porque também sabia o que Lhe iria acontecer.
Quando os cascos abafados do silêncio batiam nos peitos dos insones, João, o discípulo amado de Jesus veio e disse: "Mãe Maria, Jesus está indo. Sigamo-lO."
Quando atingiram o monte, Jesus foi erguido na cruz. A face de Maria não era a face de uma mulher desolada. Era o semblante da terra fértil, sempre dando nascimento.
Então Jesus olhou para Sua mãe e disse: "Maria, a partir de agora sê a mãe de João."
E a João Ele disse: "Sê um filho amoroso para essa mulher. Vai a sua casa, e que tua sombra cruze o limiar onde outrora Me postei. Faze isso em Minha memória."
E Maria disse: "Olhai agora, Ele se foi. A batalha está terminada. A estrela já brilhou. O navio chegou ao porto. Aquele que apertei contra meu peito está palpitando no espaço. Mesmo na morte, Ele sorri. Venceu. Fui sem dúvida a mãe de um vencedor."
E Maria voltou a Jerusalém, apoiada em João, o jovem discípulo. E para todos os que quisessem e nela procurassem consolo, ela falava de Jesus.
Falava longamente de tudo que acontecera, de Seus ditos e de Seus feitos, transformando o inverno das incertezas em primavera de esperanças.

(Redação do Momento Espírita, com base no cap. Susana de Nazaré, uma vizinha de Maria, da obra Jesus, o Filho do Homem, de Gibran Khalil Gibran, ed. Iarte.) 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A IRRITAÇÃO



Ao sair do lar, defrontas os problemas da condução e do trânsito,
na busca da tua oficina de trabalho.
Transportes abarrotados, pessoas rudes, multidões apressadas,
violência pela disputa de lugares, ruas e avenidas movimentadas...

Se chove, emperra o trânsito e as dificuldades se ampliam.
Se faz sol, o calor produz mal-estar e as reclamações promovem
aborrecimento.

Se dispões de veículo próprio, não te podes mover conforme
gostarias, pelas vias de acesso, em congestionamento crescente.                                       
Todos têm que chegar a tempo.

O relógio não pára.
Os que se atrasaram pretendem recuperar os minutos perdidos
e atropelam os que estão ao lado ou à frente...
                                     
A irritação chega e se instala, perturbando-te e levando-te a
competir também com os agressivos.
As buzinas produzem bulha, os semáforos te interrompem a
marcha, e tudo parece estar contra os teus propósitos.

Mantém a calma.
Amanhã, propõe-te a sair de casa mais cedo.
A tranqüilidade de todo um dia merece o teu investimento de
alguns minutos.

Não te irrites, portanto, evitando os perigos da ira, que instala
desequilíbrios graves que podes evitar.


(Do livro "Episódios Diários", Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo P. Franco)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A SOBERANIA DO AMOR


Buscais a razão, a lógica e o raciocínio do amor? Perdeis o vosso tempo. O verdadeiro amor não tem lógica, nem razão, nem raciocínio consoante o critério humano. Sua ação se opera à revelia da nossa razão.
O amor é soberano. Sempre que esse sentimento se manifesta sob o império da razão, acha-se constrangido e desnaturado. O amor puro não se reduz às restrições da lógica, nem tão pouco às do raciocínio: é incoercível, sobrepuja a todos os demais atributos do espírito.
O amor humano não é ainda a expressão do verdadeiro amor, justamente porque age através da razão, porque obedece a motivos determinados. O amor divino paira acima da razão, desconhece motivos, desconhece raciocínios de qualquer espécie.
Jesus ensinou e exemplificou o amor divino. Eis o padrão de amor que ele nos apresenta: “Tendes ouvido o que dizem os homens: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo? Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos maldizem e perseguem para que vos torneis filhos de vosso Pai que está nos Céus, porque ele faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir chuvas sobre justos e iníquos. Pois se saudardes e amardes somente os vossos irmãos, que fazeis de especial? Não fazem os gentios também o mesmo? Sede, logo, vós perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito.”
Qual a razão humana que nos aconselha a amar o inimigo, orar pelos que nos maldizem e perseguem? Onde a lógica deste preceito: Àqueles que vos bater na face direita, oferecei-lhe também a esquerda? Onde o raciocínio desta ordenança: A quem tirar a tua capa dá-lhe também a túnica?
Tais mandamentos não se curvam à nossa lógica, nem à nossa razão, porque são mandamentos do amor, e o amor sobrepuja a todo o entendimento.
A fé do Crucificado importa mais numa questão de sentimento que de entendimento.
O Cristianismo é a revelação do amor. Jesus, o Verbo Encarnado, revelando-nos a Divindade, nos faz sentir que, como disse João, Deus é amor.

(Do livro "Nas Pegadas do Mestre", Vinicius, Editora FEB)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ALGO GRANDE, QUE SIRVA PARA ALGUÉM.



A moça trabalhava como voluntária numa loja de roupas usadas, um brechó de um hospital.
Certo dia, conta ela, adentrou a loja uma certa senhora bastante obesa.
Logo a atendente pensou, entristecida: Puxa... Ela não vai encontrar nada na numeração dela...
A partir daquele momento, ficou bastante apreensiva, conforme observava a senhora passando de arara em arara, procurando algo.
Pensava numa forma de evitar que a cliente se sentisse mal, uma vez que tinha certeza de que não encontraria nada que lhe servisse.
Não queria que ela se sentisse excluída e nem que a questão de seu sobrepeso viesse à tona, deixando a estranha sem jeito.
Fez, então, uma breve oração, pedindo uma luz para se sair bem daquela situação delicada, evitando que a senhora passasse por qualquer tipo de humilhação naquele momento.
Foi quando o esperado aconteceu. A cliente se dirigiu à moça e afirmou, um pouco entristecida e constrangida:
É... Não tem nada grande, não é?
E a moça, que até aquele instante não soubera o que fazer, abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu, sorrindo:
Quem disse?? É claro que tem! Olha só o tamanho deste abraço! - E a abraçou com muito carinho.
A loja toda parou para observar a cena inusitada e bela.
A senhora, pega de surpresa, entregou-se àquele abraço acolhedor, deixou-se tomar por algumas lágrimas discretas e exclamou:
Há quanto tempo ninguém me dava um abraço...
Depois de alguns instantes, buscando se recompor, ainda emotiva, finalizou a conversa breve dizendo:
Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava...

Inspirados nesta singela passagem, poderíamos perguntar:
Será que dentro de nós, procurando nos baús de nossa intimidade, nas prateleiras da alma, também não podemos encontrar algo grande que sirva para alguém?
Somos aprendizes, sim. Muito nos falta de bagagem moral e intelectual, mas muito já temos para oferecer.
Quem não tem condições de dar um abraço sincero?
Quem não consegue alguns minutos de sua semana para dedicar a algum tipo de trabalho voluntário?
Quem não está apto a proferir uma palavra de estímulo, um elogio, um voto de sucesso ou de paz?
Temos todos algo grande dentro de nós: o amor maior em estado de latência, a assinatura do Criador em nossas almas perfectíveis.
O que temos de bom não precisa ser guardado a sete chaves conosco. A candeia precisa ser colocada sobre o alqueire para que brilhe para todos.
Brilhe, assim, a nossa luz, sem economia e sem medo. Há tantos que precisam dela...
Não deixemos passar um dia sequer sem ter sido importantes na vida de alguém, na história de um ser que respira ao nosso lado.
Haverá dia em que finalmente entenderemos o que é viver como irmãos na Humanidade inteira.
Que esta pergunta possa ecoar em nosso Espírito durante todo este dia:

Será que não temos algo grande que sirva para alguém?

(Redação do Momento Espírita com base em depoimento
anônimo, colhido na Internet.)

domingo, 17 de novembro de 2013

NUNCA ESTARÁS A SÓS...



Ante a névoa das lágrimas, quando a incompreensão de outrem te agite os sentimentos, lembra-te de alguém que sempre te oferece entendimento e conforto.

Ante a deserção de pessoas queridas, quando mais necessitavas de presença e segurança, pensa nesse benfeitor oculto que jamais te abandona.

Ante as ameaças do desânimo, nos obstáculos para a concretização de tuas esperanças mais belas, considera o amparo desse amigo certo que, em tempo algum, te recusa bom-ânimo.

Ante a queda iminente na irritação, capaz de induzir-te à delinqüência, refugia-te no clima desse doador de serenidade que te guarda o coração nas bênçãos da paz.

Ante as sugestões do desequilíbrio emotivo, suscetíveis de te impulsionarem a esquecer encargos que assumiste, reflete no mentor abnegado que jamais te nega defesa, para que usufruas a tranqüilidade de consciência.

Ante prejuízos, muitas vezes causados por amigos aos quais empenhaste generosidade e confiança, medita nesse protetor magnânimo que nunca te desampara e que promove, em teu favor, sempre que necessário, os recursos precisos á recuperação de que careças.

Ante acusações daqueles que se te fazem adversários gratuitos, amargurando-te os dias, eleva-te em pensamento ao instrutor infatigável que sempre te convida à tolerância e ao perdão.

Ante as crises da existência que te sugiram revolta e desespero, recorda o mestre da paciência que te resguarda constantemente na certeza de que não há problema sem solução para quem trabalha e serve para o bem sem perder a esperança.

Ante os desgostos e contratempos que te sejam impostos pelos entes amados, não te emaranhes no cipoal das afeições possessivas, refletindo no companheiro que te ama desinteressadamente muito antes que te decidisses a conhecê-lo.


E quando perguntares quem será esse alguém que nunca te desampara e que te garante a vida, em nome de Deus, deixa que os teus ouvidos se recolham aos recessos da própria alma e escutarás o coração a dizer-te na intimidade da consciência que esse alguém é Jesus.

(Do livro "ALGO MAIS", de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier)

sábado, 9 de novembro de 2013

O ARGUMENTO



Ante os amados que te não compreendem, estimarias que todos cressem conforme crês.
Alguns jazem desesperados nas trevas do pessimismo.
Outros caem, pouco a pouco, no abismo da negação.
Há muitos que te lançam insulto em rosto, como se a tua convicção fosse passo à loucura.
E surpreendes, em cada canto, aqueles que te falam pelo diapasão da ironia.
Mergulhas-te, muitas vezes, no oceano revolto das palavras veementes que os opositores, de imediato, não podem admitir; em outras ocasiões, desejas acontecimentos inusitados, que lhes alterem o modo de pensar e de ser.

Entretanto, recordemos o Cristo.
Ninguém, quanto ele, deixou na retaguarda tantas demonstrações de poder celeste.
Deu nova estrutura à forma dos elementos.
Apaziguou as energias desvairadas da Natureza.
Reaqueceu corpos que a morte imobilizava.
Restituiu a visão aos cegos.
Restaurou paralíticos.
Limpou feridentos.
Curou alienados mentais.
Operou maravilhas, somente atribuíveis à ciência divina.
Contudo, não foi pelos deslumbramentos produzidos que se converteu em mentor excelso da Humanidade.
Jesus agiganta-se, na esteira dos séculos, pela força do exemplo.
Anjo – caminhou entre os homens.
Senhor do mundo – não reteve uma pedra para repousar a cabeça.
Sábio – foi simples.
Grande – alinhou-se entre os pequenos.
Juiz dos juizes – espalhou a misericórdia.
Caluniado – lançou bênçãos.
Traído – não reclamou.
Acusado – humilhou a si mesmo.
Ferido – esqueceu toda ofensa.
Injuriado – silenciou.
Crucificado – pediu perdão para os próprios verdugos.
Abandonado – voltou para auxiliar.

Ação é voz que fala à razão.

Se aspiras, assim, a convencer os que te rodeiam, quanto à verdade, não olvides que, acima de todos os fenômenos passageiros e discutíveis, o único argumento edificante de que dispões é o de tua própria conduta, no livro da própria vida.

(Do livro "Seara dos Médiuns", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

POEMA DA GRATIDÃO



Muito obrigado, Senhor, pelo que me deste, pelo que me dás!
Muito obrigado, pelo pão, pelo ar, pela paz!
Muito obrigado, pela beleza que meus olhos vêem no altar da Natureza!
Olhos que fitam o céu, a terra e o mar.
Que acompanham a ave fagueira que corre ligeira pelo céu de anil e se
detém na terra verde, salpicada de flores em tonalidades mil!

Muito obrigado, Senhor, porque eu posso ver o meu amor!
Diante da minha visão, pelos cegos, formulo uma oração. Eu sei, que
depois dessa lida, na outra vida, eles também enxergarão!

Obrigado, pelos ouvidos meus, que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro, a melodia do vento
nos ramos do salgueiro, as lágrimas que choram os olhos do mundo inteiro.

Diante de minha capacidade de ouvir, pelos surdos, eu Te quero pedir, eu
sei, que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também ouvirão!

Muito obrigado, Senhor, pela minha voz!
Mas, também, pela voz que canta, que ensina, que alfabetiza, que canta
uma oração e Teu nome profere com sentida emoção!

Diante da minha melodia, quero Te rogar, pelos que sofrem de afazia, pelos
que não cantam de noite e não falam de dia.
Eu sei, que depois desta dor, no Teu reino de amor, eles também cantarão!

Muito obrigado, Senhor, pelas minhas mãos!
Mas, também, pelas mãos que oram, que semeiam, que agasalham.
Mãos de amor, mãos de caridade, de solidariedade.
Mãos que apertam mãos.
Mãos de poesia, de cirurgia, de sinfonia, de psicografias...
Mãos que acalentam a velhice, a dor e o desamor!
Mãos que acolhem ao seio, o corpo de um filho alheio, sem receio.

Pelos meus pés, que me levam a andar sem reclamar.
Muito obrigado, Senhor, porque posso bailar!
Olho para a Terra e vejo amputados, marcados, desesperados,
paralisados...
Eu posso andar!

Oro por eles!

Eu sei, que depois dessa expiação, na outra vida, eles também bailarão.
Muito obrigado, Senhor, pelo meu lar!
É tão maravilhoso ter um lar... Não importa se este lar é uma mansão
um bangalô, seja lá o que for!

O importante, é que dentro dele exista amor! 
O amor de pai, de mãe, de marido e esposa, de filho, de irmão...
De alguém que lhe estenda a mão, mesmo que seja o amor de um cão, pois,
é tão triste viver na solidão!

Mas, se não tiver ninguém para me amar, um teto para me acolher, uma
cama para me deitar...
Mesmo assim, não reclamarei, nem blasfemarei.
Simplesmente, direi:

Obrigado, Senhor, porque, nasci.
Obrigado, Senhor, porque, creio em Ti!
Pelo Teu amor, obrigado, Senhor!


(Amélia Rodrigues, psicografia de Divaldo P. Franco)