quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A EXATA CONJUGAÇÃO DO VERBO




Eles permaneceram casados por sessenta e dois anos. Um casamento complicado.
Ele era alcoólatra. Gostava de cantar e sempre tinha uma brincadeira, na ponta da língua, que divertia os amigos e conhecidos.
Era uma pessoa maravilhosa para todos, menos para a esposa. Batia nela, até a filha de oito anos começar a se impor e impedir as agressões.
Um dia, ele vendeu a casa onde moravam. Sumiu por uns tempos e, quando retornou, sem nenhum centavo, avisou que a casa deveria ser desocupada em vinte e quatro horas porque o novo proprietário viria tomar posse.
A esposa passou frio porque quase não tinha agasalho. Passou fome pois deixava de comer para que os filhos se alimentassem.
Sofreu traições porque ele, homem bonito, se permitia aventuras. Ameaçava-a de morte e dormia com um punhal embaixo do travesseiro.
Com tanto sofrimento, natural que, no transcorrer dos anos, o tempo a abraçasse com alguns problemas como insônia e depressão.
Os que a conheciam a amavam porque ela ria, brincava, semeando ao seu redor a alegria, que ela mesma não podia fruir.
Portadora de uma grande fé, espalhava o bem para as pessoas, fossem crianças ou adultos.
Perante os doentes, ela ia passando a mão, com delicadeza, na cabeça, nas mãos, enquanto orava com fervor.
Logo, eles afirmavam se sentir bem.
Certa feita, indo a uma consulta e narrando seu drama conjugal, a médica indagou:
Qual seu sentimento para com seu marido? A senhora o ama?
A filha, que a acompanhava, teve certeza de que ela responderia negativamente. A resposta que veio, depois de pensar uns segundos, foi surpreendente:
Como homem, não o amo. Como filho necessitado, sim!
A filha chegou às lágrimas ao reconhecer, uma vez mais, a grandeza daquela mulher.
Certo dia, aquele homem que gozara de tantos prazeres, teve um acidente vascular cerebral e foi hospitalizado. Os filhos se revezaram à sua cabeceira, no seu atendimento.
Mas a senhora também foi ao hospital. Ele estava entubado, incomunicável. Somente os aparelhos bipando, de forma regular, atestavam a sua estabilidade orgânica.
Ela chegou e tomou a mão dele entre as suas. E começou a falar.
Os aparelhos, de imediato, registraram a alteração dos batimentos cardíacos, que dispararam para mais de cem por minuto, a respiração acelerou.
Tudo isso dizia da consciência da presença dela ali. Ela falou das suas limitações como esposa, das suas dificuldades.
E lhe pediu perdão por tudo e de tudo. Depois, disse que ele poderia partir em paz porque ela o perdoava.
Interessante que ela não enumerou nenhuma das deficiências dele. Ao contrário, falou somente das próprias dificuldades.
Naturalmente não enalteceu virtudes que ele não possuía, mas de nada o acusou.
Depois, o convidou a orar com ela. Quando concluiu suas longas preces, deu-lhe um beijo na testa e desejou que ele ficasse com Deus.
Ela saiu. Poucas horas depois, ele partiu.
*   *   *
Pessoas assim existem muitas, neste imenso mundo de Deus. Anônimas.
Deixam lições inesquecíveis aos filhos, aos familiares, aos amigos, a quem goza a ventura de sua convivência.
Pessoas assim sabem, com certeza absoluta, a exata conjugação do verbo amar.

(Redação do Momento Espírita, baseado em fatos.)


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

SEMPRE VIVOS



“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais muito.” – Jesus. (Marcos, 12:27.)

Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra “morte” nessa ou naquela sentença de conversação usual. No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.
Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte – a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.
É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna.
Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.
Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.
Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos. São irmãos que continuam na luta de aprimoramento. Encontramos a morte tão-somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida.

Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.

(do livro "PÃO NOSSO", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

SEMANA ESPÍRITA CABENSE - ANO 36
Outubro de 2014

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO



21/10/2014
A importância do Evangelho: ontem, hoje e sempre
(Núcleo Espírita Redenção)

22/10/2014
O Evangelho afirma: somos imortais!
(Sociedade Espírita Casa do Caminho)

23/10/2014
Evangelho: tratamento para depressão.
(Grupo Espírita da Paz)

24/10/2014
Evangelho: caminho para vencer as drogas.
(Grupo de Estudos Espíritas Alvorada Cristã)

25/10/2014
Os desafios para a vivência cristã em família
(Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec)

26/10/2014
Jesus: base moral do Espiritismo.
(Núcleo Espírita Ismael Gomes Braga)

As palestras ocorrerão sempre as 19h30 na Câmara de Vereadores do Cabo de Santo Agostinho.


terça-feira, 30 de setembro de 2014

GENTILEZA SEMPRE EM ALTA




Ao contrário do que apontam alguns pessimistas de que hoje em dia ninguém se importa com ninguém, o número desses é muito baixo.
A maioria das pessoas se importa, sim, com os demais e auxilia, sem esperar recompensa, sem sequer dizer seus nomes e endereços para receber depois um muito obrigado.
Uma senhora contou que, após deixar o hospital, acompanhando seu marido, ela foi comprar os medicamentos que lhe tinham sido prescritos.
A dificuldade foi grande porque as farmácias da cidade não queriam aceitar o seu cheque, que era de outra cidade.
Quando ela contou ao médico o que havia acontecido, ele prontamente retirou o seu talão de cheques da pasta, assinou os cheques e disse: Isso não vai ser mais problema. Você me devolve quando puder.
Naquela hora, ela não se conteve: chorou de emoção. Afirmou que se lembrará daquele gesto para sempre. Tornaram-se amigos e ele continua sendo o médico da família.
Outra pessoa relatou que, todos os dias, às cinco horas da manhã, esperava o ônibus para o trabalho.
Certa manhã, quando estava no ponto aguardando a condução, uma moto estacionou na sua frente.
Era o motorista do ônibus avisando que a linha que ela estava acostumada pegar havia acabado. E, completou ela, ele percorreu todo o trajeto do ônibus, informando os passageiros sobre o fim daquela linha.
Isso se chama desprendimento, atenção, importar-se com o outro.
Finalmente, existe o relato daquele senhor que foi transferido da agência bancária, em que trabalhava, para uma cidade de Minas Gerais, chamada Passa Quatro.
Mudou-se com a mulher e os quatro filhos. Fizeram a viagem de carro, chegando na casa que haviam alugado ao mesmo tempo que o caminhão que trazia a mudança.
As crianças estavam com fome, choravam com saudades dos amigos que haviam ficado para trás.
A esposa não sabia se atendia os filhos ou se dava ordens para os homens que estavam descarregando a mudança.
Nessa hora, dona Ana se apresentou como sua vizinha, trazendo nas mãos uma bandeja com uma jarra de suco de laranja, biscoitos e sanduíches.
Não somente alimentou a todos, mas se prontificou a distrair as crianças, enquanto os pais arrumavam os móveis.
Foi essa acolhida carinhosa e alegre que trouxe excelentes consequências. O casal decidiu construir ali sua casa, e permaneceu na cidade, mesmo após a aposentadoria do pai de família.

A gentileza existe e está em alta. Há um número muito maior de pessoas que estão atentas ao que acontece ao seu redor e dispostas ao auxílio do que possamos imaginar.
Se desejar engrossar esse número, é muito simples. Na próxima vez que for ao mercado olhe para os lados e observe se um idoso não está precisando de ajuda para descobrir o preço de alguma mercadoria.
Ou se uma mãe não está tendo alguma dificuldade com seu bebê.
Seja gentil: ajude a colocar as compras no carro, ceda sua vez no caixa, converse enquanto aguarda, acalme uma criança, sossegue alguém irritado com a demora da fila.
É isso que torna o nosso mundo melhor, a cada novo dia.


(Redação do Momento Espirita, com base no artigo A gentileza de estranhos, de Seleções Reader's Digest, de novembro/2002)

sábado, 13 de setembro de 2014

TER SEMPRE RAZÃO


Quanto custa ter sempre razão?
Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?
É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.
Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.
Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?
Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?
Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?
Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?
Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.
Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.
Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.
Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.
Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.
Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.
Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.
Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.
Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.
Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.
Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.
Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.
Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.
Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.
A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.
Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.
Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.
Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.
Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.

Pensemos nisso.

(Redação do Momento Espírita)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ACEITAÇÃO



Aceitação construtiva será sempre talvez mais da metade dos ingredientes de solução a qualquer dos problemas que, porventura, te aflijam. E dizemos “construtiva” porque não se trata de calma inoperante, mas sim de paciência, capaz de improvisar o bem, criando condições para que o bem se faça cada vez mais amplo para quantos nos partilhem a vida.
Reflitamos nisso e não recuses as dificuldades e provas que não possamos afastar ou remediar.
Antes de recolher-nos ao berço terrestre, na Vida Maior, escolhemos ou somos induzidos a escolher o tipo de experiência das quais temos necessidade para melhorar-nos ou promover-nos a planos mais elevados.
Diante disso, busca os recursos precisos à harmonização de tudo o que te interessa à paz e ao bom-ânimo para o desempenho das tarefas que a vida te atribui, mas não te proponhas a destruir os meios de que careces para que te sintas mais eficiente na construção geral.
Se trazes algum órgão doente, procura recursos para tratá-lo convenientemente, como se torna indispensável, mas se a moléstia é irreversível, admite-a com paciência, nos domínios do próprio corpo, consciente de que ela terá função específica na preservação de tua paz.
Tenta recuperar determinados bens que perdeste, em vista da invigilância de amigos aos quais te confiaste; no entanto, esquece os prejuízos sofridos e segue para diante.
Protege o próprio lar contra a perturbação e a desarmonia, mas se a tua ação não surte efeito, aceita a casa em que vives por tua escola de regeneração e de amor.
Educa o parente difícil como puderes, entretanto, se esse mesmo familiar prossegue difícil, abraça-o, tal qual é, para que aprendas tolerância e humildade.
Rebeldia complica os melhores planos da vida.
Revolta é atraso lastimável em qualquer organização.
Acolhe as tuas dificuldades quando não consigas extingui-las, sanando-as, pouco a pouco, sob o esforço de tua energia serena.

Não fujas à luta que a vida te propõe, na intimidade de ti mesmo e, atendendo ao trabalho do dia-a-dia, a fim de superá-la, conserva a certeza de que é pelas tuas próprias prestações de serviço ao bem comum que a bênção da vitória te marcará.


sábado, 2 de agosto de 2014

CONFESSAR O MESTRE



“E digo-vos que tudo aquilo que me confessam diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará, diante dos anjos de Deus”.
Jesus – Lucas 12 - 8

Muitos companheiros de labor evangélico supõem que confessar o Mestre se resumirá tão somente à uma profissão de fé por intermédio das palavras.
Para a demonstração de que aderimos sinceramente a Jesus, bastaria subir à uma tribuna ou discutir, acaloradamente, com alguns amigos que ainda não conseguem compreender?
Semelhante confissão tem sido o objetivo da maioria dos discípulos, através dos tempos, mas uma atitude desassombrada é uma das faces da realização, sem constituir, porém, o seu precioso conjunto.
Confessar o Cristo, diante dos homens, é revelar-lhe a Luz e o Poder em ações de amor e desprendimento que os homens vulgares ainda não conhecem.
Não será instituir convicções apressadas nos outros, mas pautar a vida em plano superior e diferente, de sorte que os espíritos mais frágeis ou levianos possam encontrar, junto de nossa alma, algo de mais elevado que não sentem noutros lugares e situações do mundo.
Não é fácil revelar Jesus entre as comunidades terrestres, quando sabemos que Ele próprio foi por elas conduzido à cruz do martírio, mas é dessa confissão que a Sua palavra persuasiva nos fala no Evangelho da Verdade e do Amor.
É justo se precate o discípulo contra o perigo de uma obsessão verbal, sem a participação de suas energias interiores.

O Senhor deseja ser confessado pelos seus continuadores nas estradas do mundo, mas esse ato não será apenas por palavras e, sim, por todas as demonstrações vivas do coração.
Emmanuel.

(Do livro "Mentores e Seareiros, diversos espíritos, psicografia de Chico Xavier, FEB)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

O CANTOR INCOMPARÁVEL


Ele chegou à Terra, anunciado por um coro celestial que foi ouvido por pessoas simples, que se encontravam nos campos. Seres que dormiam sob o dossel das estrelas, enquanto guardavam as ovelhas, na noite ainda não de todo fria.
O Pastor das almas se fez anunciar aos pastores... Significativa mensagem.
Os versos da canção têm sido repetidos ao longo dos séculos, embalando a esperança e sustentando as almas: Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens.
E o Senhor das estrelas se fez carne e habitou entre nós. Aguardou os anos para Ele próprio entoar a mais enlevante canção de todos os tempos.
Canção que atravessou as épocas, que sobreviveu às guerras, às perseguições, às adulterações dos homens de má fé.
Às margens do Genesaré, em Cafarnaum, Dalmanuta, Betsaida, pelos caminhos da Galileia e da Samaria, os homens lhe ouviram a voz, chamando-os para o reino de Deus.
Quando Ele abria a boca e falava, com a autoridade da Sua perfeição, brotavam versos de espiritualidade e conforto moral:
Vinde a mim, todos vós, que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou manso e humilde de coração e achareis repouso para as vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.
Mas Sua canção não era somente de consolo, também de glorificação ao Pai e à vida. Versejador incomparável, tomava da lira da natureza para dedilhar as notas delicadas dos Seus poemas.
Olhai as aves do céu, que não semeiam, nem colhem, nem fazem provimentos nos celeiros e, no entanto, vosso pai celestial as sustenta.
Considerai como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem fiam, e contudo, nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles.
Os homens e mulheres que O seguiram aprenderam a canção e a vêm repetindo, séculos afora. Nem a noite medieval, com toda sua sombra, conseguiu obscurecer o brilho da canção.
E, até hoje se repete o doce canto de Jesus, fascinando as vidas.
Não somente as vidas desgraçadas e sem esperança, mas as de todos os que desejam ter vida em abundância. E os que descobrem os segredos da canção, a agasalham na acústica da alma. E a cantam também.
Assim foi com os mártires que, durante três séculos, entraram nas arenas, enfrentando as feras, o açoite e o fogo entre canções de louvor.
Aos ataques dos surdos, respondiam com os arpejos da musicalidade que haviam aprendido com o extraordinário Cantor.
E, até hoje, os homens repetem a canção, ansiosos por voltarem a ouvi-la, dos lábios dEle, que venceu a morte, na madrugada da ressurreição.

Jesus é o celeste cantor da Imortalidade. Sua voz prossegue a nos convidar para o Seu reino, que não é deste mundo, que não tem aparências exteriores, o reino dos céus.
Abrandemos a saudade, permitindo-nos ouvir no palco da nossa intimidade, a sonoridade dos seus versos: Eu sou o bom pastor. Nenhuma das ovelhas que meu pai me confiou se perderá.
O bom pastor dá a sua vida pelas suas ovelhas.


(Da redação do Momento Espírita, baseado nos Evangelhos de Mateus e João)


quinta-feira, 19 de junho de 2014

CARTÃO DE VISITA



Em qualquer estudo da mediunidade, não podemos esquecer que o pensamento vige na base de todos os fenômenos de sintonia na esfera da alma.
Analisando-o, palidamente, tomemos a imagem da vela acesa, apesar de imprópria para as nossas anotações.
A vela acesa arroja de si fótons ou força luminosa.
O cérebro exterioriza princípios inteligentes ou energia mental.
Na primeira, temos a chama.
No segundo, identificamos a idéia.
Uma e outro possuem campos característicos de atuação, que é tanto mais vigorosa quanto mais se mostre perto do fulcro emissor.
No fundo, os agentes a que nos referimos são neutros em si.
Imaginemos, no entanto, o lume conduzido. Tanto pode revelar o caminho de um santuário, quanto a trilha de um pântano.
Tanto ajuda os braços do malfeitor na execução de um crime, quanto auxilia as mãos do benfeitor no levantamento das boas obras.
Verificamos, no símile, que a energia mental, inelutavelmente ligada à consciência que a produz, obedece à vontade.
E, compreendendo-se no pensamento a primeira estação de abordagem magnética, em nossas relações uns com os outros, seja qual for a mediunidade de alguém, é na vida íntima que palpita a condução de todo o recurso psíquico.
Observa, pois, os próprios impulsos.
Desejando, sentes.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
Realizando, atrais.
Atraindo, refletes.
E, refletindo, estendes a própria influência, acrescida dos fatores de indução do grupo com que te afinas.
O pensamento é, portanto, nosso cartão de visita.
Com ele, representamos ao pé dos outros, conforme nossos próprios desejos, a harmonia ou a perturbação, a saúde ou a doença, a intolerância ou o entendimento, a luz dos construtores do bem ou a sombra dos carregadores do mal.

(Do livro: "Seara dos Médiuns", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

VEM



E quem o ouve, diga: – Vem. E quem tem sede, venha.” – (Apocalipse, 22:17.)

A Terra é a grande escola das almas em que se educam alunos de todas as idades.
Se atingiste o nível das grandes experiências, não te inquiete a incessante extensão do trabalho.
Não enxergues inimigos nos semelhantes de entendimento imperfeito. Muitos deles não saíram ainda do jardim de infância espiritual.
Dá sempre o bem pelo mal, a verdade pela mentira e o amor pela indiferença.
A inexperiência e a ignorância dos corações que se iniciam na luta fazem, freqüentemente, grande algazarra em torno do espírito que procura a si mesmo.
Por isso, padecerás muitas vezes aflição e desânimo.
Não te perturbes, porém.
Se as ilusões e os brinquedos da maioria não mais te satisfazem, é que a madureza te inclina a horizontes mais vastos.
Recorda que somente Jesus é bastante sábio e bastante forte para acalmar-te.
Ouve-lhe o apelo divino, formulado nas derradeiras palavras do seu Testamento de Amor: – “Vem!”
Ninguém te pode impedir o acesso à fonte da luz infinita.
O Mestre é o Eterno Amigo que nos rompe as algemas e nos abre portas renovadoras...
Entretanto, é preciso saibas querer.
O Senhor jamais nos fará violência.
Sofres? Estás fatigado? Tropeças sob os fardos do mundo?
Vem!
Jesus reserva-te os braços abertos.

Vem e atende ainda hoje! É verdade que sempre alcançaste ensejos de serviço, que o Mestre sempre foi abnegado e misericordioso para contigo, mas não te esqueças de que as circunstâncias se modificam com as horas e que nem todos os dias são iguais.

(Do livro: "Fonte Viva", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CARIDADE E TOLERÂNCIA




Milhares de criaturas esperavam-no coroado de louros, numa carruagem de glória.
Ele, o Grande renovador, deveria surgir numa apoteose de exaltação individual.
O trono dourado.
O cetro imponente.
O laurel dos triunfadores.
A túnica solar.
Os olhos injetados de orgulho.
O verbo supremo.
A exibição de riquezas.
Os espetáculos de poder.
A escolta angélica.
As sentenças inapeláveis.

Jesus, porém, caminha entre os homens, à maneira de servidor vulgar, de vilarejo em vilarejo.
Veste-se conforme as usanças dos que o cercam.
Apostoliza em lares e barcos emprestados.
Ouve atenciosamente mulheres consideradas desprezíveis.
Atende a homens conhecidos por malfeitores.
Serve-se à mesa de pessoas classificadas como indignas.
Abraça crianças desamparadas.
Socorre doentes anônimos.
Acolhe a todos por amigos, a ponto de aceitar como discípulo aquele que desertaria, dominado pela ambição.
Recebe remoques e injúrias de quantos lhe exigem sinais do espírito.
E parte do mundo, banido, entre ladrões, sob violência e sarcasmo; no entanto, em circunstância alguma condena ou amaldiçoa, mas sim suporta e ajuda sempre, respeitando nos seus ofensores filhos de Deus que o tempo renovará.

Também na Doutrina Espírita, indene de todo cárcere dogmático, a indagação campeia livremente.
Cristianismo redivivo, qual acontecia na época da presença direta do Senhor, junto dela hoje enxameiam, de mistura com os corações generosos que amam e auxiliam, as antigas legiões dos desesperados, dos escarnecedores, dos indecisos, dos investigadores contumazes, dos inquisidores da opinião, dos perseguidores gratuitos, dos gênios estéreis, dos cépticos frios e dos ignorantes sequiosos de privilégios, por doentes da alma...
Entretanto, se Jesus, que foi o Embaixador Divino, para manter-se ligado à Esfera Superior exerceu a caridade e a tolerância em todos os graus, como fugir delas, nós, espíritos endividados perante a Lei, necessitados do perdão e do amparo uns dos outros?

É por isso que, em nossas atividades, precisamos todos de obrigação cumprida e atitude exata, humildade vigilante e fé operosa, com a caridade e a tolerância infatigáveis para com todos, sem desprezar a ninguém.

(Do livro "Seara dos Médiuns", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

NO FUTURO

E não mais ensinará cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: – Conhece o Senhor! porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.” – Paulo. (Hebreus, 8:11.)



Quando o homem gravar na própria alma
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro,
O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.
O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.
A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.
A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas ao trabalho sublime da fraternidade suprema.
A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem
Em tabernáculo de luz eterna,
Em que o seu Reino Divino

Resplandecerá para sempre.

(Do livro "Pão Nosso", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

terça-feira, 15 de abril de 2014

CONVITE




Programação abaixo:
Quinta-feira, 01/05/2014

LIÇÃO 5 – CONSEGUES IR?
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”
(Mateus, 11:28)
LIÇÃO 15 – FRATERNIDADE
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”
(João, 13:35)

Domingo, 04/05/2014

LIÇÃO 17 – CRISTO E NÓS
 “E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: Eis –me aqui Senhor”
(Atos, 9:10)
LIÇÃO 18 – NÃO SOMENTE
“Nem só de pão vive o homem...”
(Mateus, 4:4)

Quinta-feira, 08/05/2014

LIÇÃO 19 – APASCENTA
“Pedro, apascenta as minhas ovelhas.”
(João, 21:17)
LIÇÃO 22 – A RETRIBUIÇÃO
“Pedro disse-lhe: e nós que deixamos tudo e te seguimos, o que receberemos?”
(Mateus, 19:27)

Domingo, 11/05/2014

LIÇÃO 25 – NOS DONS DO CRISTO
 “Mas a graça foi dada a cada um de nós, segundo a medida do dom do Cristo.”
(Efésios, 4:7)
LIÇÃO 26 – OBREIRO SEM FÉ
“...e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
(Tiago, 2:18)

Quinta-feira, 15/05/2014

LIÇÃO 28 – ALGUMA COISA
“Não necessitam de médico os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.”
(Lucas, 5:31)
LIÇÃO 29 – SIRVAMOS
“Servindo de boa-vontade, como sendo ao Senhor, e não aos homens.”
(Efésios, 6:7)

Domingo, 18/05/2014

LIÇÃO 32 – A BOA PARTE
 “Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada.”
(Lucas. 10:42)
LIÇÃO 35 – ENTENDAMOS O BEM
“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.”
(Romanos, 12:21)

Quinta-feira, 22/05/2014

LIÇÃO 38 – SE SOUBÉSSEMOS
“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
(Lucas, 23:34)
LIÇÃO 47 – AUTO-LIBERTAÇÃO
“Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.”
(I Timóteo, 6:7)

Domingo, 25/05/2014

LIÇÃO 58 – DISCÍPULOS
 “E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.”
(Lucas. 14:27)
LIÇÃO 163 – APRENDAMOS COM JESUS
“Suportando -vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa; assim como o Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.”
(Colossenses 3:13)

Quinta-feira, 29/05/2014

LIÇÃO 156 – PARENTES
“Mas se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua  família, negou a fé e é pior do que o infiel.”
(I Timóteo, 5:8)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
“Amai os vossos inimigos.”
(Capítulo 12 itens 01 a 03)


(Temas retirados do livro FONTE VIVA, Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)