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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Esforço e Oração

 
 
“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” – (Mateus, 14:23.)
De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Tempo


"Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz.” – Paulo. (Romanos, 14:6.)"

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.

Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.

Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?

Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.

Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.

Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

(Do Livro "Caminho, Verdade e Vida", de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, editado pela FEB)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

EM MARCHA

E disse-nos Jesus:
- “Aquele que se propuser a encontrar-me, tome a sua cruz e siga-me os passos.”
Aprendeste as afirmações do Senhor e prometeste servir na Causa do Bem.
De começo sobraram esperanças.
Alegrias indefiníveis se te derramaram da alma.
Entretanto, a viagem da subida, acompanhando o Eterno Benfeitor, assumiu aspectos inesperados.
Dificuldades apareceram.
E testes complicados de fé ativa se te mostram a cada dia.
Repontam ciladas e tropeços.
Horas surgem, nas quais as tuas construções íntimas parecem desabar.
No entanto, continua aprendendo e auxiliando.
Vozes acomodatícias se te fazem ouvir.
Apesar de tudo, não pares e segue sempre.
Em muitos episódios do caminho, o desânimo te convida ao repouso.
Ouves companheiros que se marginalizaram no desalento, superestimam os entraves da jornada que se faz mais difícil.
Ainda assim, confia no Senhor e não te imobilizes.
Não contes amarguras.
Considera as bênçãos que usufruis.
Sustenta a cruz das provas que te honorifica, sem deixá-la cair no chão da inércia.
Lembra-te de que o Senhor segue à nossa frente.
Ainda mesmo sob as pedradas da incompreensão, esquece o mal e faze o bem.
Haja o que houver, não retrocedas.
E quando, porventura, as trevas te pareçam adensar, em derredor de teus passos, recorda que a sombra espessa da meia-noite é sempre o anúncio de novo alvorecer.


(Mensagem do livro "Espera Servindo", de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, editado pela FEB)