quinta-feira, 4 de abril de 2013

domingo, 31 de março de 2013

ABORTO


 
Conseqüência natural do instinto de conservação da vida é a procriação, traduzindo a sabedoria divina, no que tange à perpetuação das espécies.

Mesmo nos animais inferiores a maternidade se expressa como um dos mais vigorosos mecanismos da vida, trabalhando para a manutenção da prole.

Ressalvadas raras exceções, o animal dócil, quando reproduz, modifica-se, liberando a ferocidade que jaz latente, quando as suas crias se encontram ameaçadas.

O egoísmo humano, porém, condescendendo com os preconceitos infelizes, sempre que em desagrado, ergue a clava maldita e arroga-se o direito de destruir a vida.

Por mais se busquem argumentos, em vãs tentativas para justificar-se o aborto, todos eles não escondem os estados mórbidos da personalidade humana, a revolta, a vingança, o campo aberto para as licenças morais, sem qualquer compromisso ou responsabilidade.

O absurdo e a loucura chegam, neste momento, a clamorosas decisões de interromper a vida do feto, somente porque os pais preferem que o filho seja portador de outra e não da sexualidade que exames sofisticados conseguem identificar em breve período de gestação, entre os povos supercivilizados do planeta...

Não há qualquer dúvida, quanto aos "direitos da mulher sobre o seu corpo", mas, não quanto à vida que vige na intimidade da sua estrutura orgânica.

Afinal, o corpo a ninguém pertence, ou melhor nada pertence a quem quer que seja, senão à Vida.

Os movimentos em favor da liberação do aborto, sob a alegação de que o mesmo é feito clandestinamente, resultam em legalizar-se um crime para que outro equivalente não tenha curso.

Diz-se que, na clandestinidade, o óbito das gestantes que tombam, por imprudência, em mãos incapazes e criminosas, é muito grande, e quando tal não ocorre, as conseqüências da técnica são dolorosas, gerando seqüelas, ou dando origem a processos de enfermidades de longo curso.

A providência seria, portanto, a do esclarecimento, da orientação e não do infanticídio covarde, interrompendo a vida em começo de alguém que não foi consultado quanto à gravidade do tentame e ao seu destino.

Ocorre, porém, na maioria dos casos de aborto, que a expulsão do corpo em formação, de forma nenhuma interrompe as ligações Espírito-a-Espírito, entre a futura mãe e o porvindouro filho.

Sem entender a ocorrência, ou percebendo-a, em desespero, o ser espiritual agarra-se às matrizes orgânicas e, à força da persistência psíquica, sob frustração do insucesso termina por lesar a aparelhagem genital da mulher, dando gênese a doenças de etiologia mui complicada, favorecendo os múltiplos processos cancerígenos.

Outrossim, em estado de desespero, por sentir-se impedido de completar o ciclo da vida, o Espírito estabelece processos de obsessão que se complicam, culminando por alienar-se a mulher de consciência culpada, formando quadros depressivos e outros, em que a loucura e o suicídio tornam-se portas de libertação mentirosa.

Ninguém tem o direito de interromper uma vida humana em formação.

Diante da terapia para salvar a vida da mãe, é aceitável a interrupção do processo da vida fetal, em se considerando a possibilidade de nova gestação ou o dever para com a vida já estabelecida, face à dúvida ante a vida em formação...

Quando qualquer crime seja tornado um comportamento legal, jamais se enquadrará nos processos morais das Leis Soberanas que sustentam o Universo em nome de Deus.

Diante do aborto em delineamento, procura pensar em termos de amor e o amor te dirá qual a melhor atitude a tomar em relação ao filhinho em formação, conforme os teus genitores fizeram contigo, permitindo-te renascer.

(FRANCO, Divaldo Pereira. Alerta. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.)

segunda-feira, 25 de março de 2013

JESUS


 
"Eu sou a luz que vim ao mundo, para que o que crê em mim não permaneça nas trevas." (João, XII, 46.)

"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas..." (João X, 11.)

"Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas; pelo contrário, terá a luz da vida." (João VIII, 12.)

"Se alguém tiver sede venha a mim e beba" (João VII, 37.)

"Eu sou o pão vivo que desci do céu." (João, VI, 51.)

"Eu sei, respondeu a mulher, que vem o Messias (que se chama Cristo); quando ele vier, anunciar-nos-á todas as coisas. Disse-lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo" (João, IV, 25-26.)

"Como João no cárcere tivesse ouvido falar nas obras do Cristo, mandou pelos seus discípulos perguntar-Ihe: És tu aquele que há de vir, ou é outro o que devemos esperar?"

"Respondeu Jesus: Ide contar a João o que estais ouvindo e observando: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados; aos pobres anuncia-se-lhes o Evangelho; bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço." (Mateus, XI, 1-6.)

"João, chamando dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que há de vir, ou havemos de esperar outro? Quando esses homens chegaram a Jesus, disseram: João Batista enviou-nos para perguntar: És tu aquele que há de vir, ou havemos de esperar outro? Na mesma hora curou Jesus a muitos de moléstias, de flagelos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. Então lhes respondeu.

"Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, aos pobres anuncia-se-lhes o Evangelho; e bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço." (Lucas VII, 19-23.)

"A ninguém sobre a Terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, Aquele que está no Céu. Nem queirais ser chamados mestres, porque só um é o vosso mestre, o Cristo." (Mateus XXIII, 9-10.)

"Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João XIV, 6.)

As palavras de Jesus excluem antecipadamente todas as idéias falsas que se possam fazer sobre Ele e o seu escopo primordial.

O motivo exclusivo da sua vinda a este mundo foi, como profetizou Isaías, fazer raiar a Luz aos que se achavam na região da morte: dar crença aos que não a tinham, guiar os que se haviam perdido e se achavam desviados da Estrada da Vida, animá-los e vivificá-los, finalmente, apresentar-se a todos como o Modelo, o Paradigma, o Enviado de Deus, o único Mestre capaz de legar um ensino puro e perfeito, o verdadeiro representante da Verdade que redime e salva. Daí a sua sentença: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vai ao Pai senão por mim."

Querendo excluir de si mesmo toda a primazia divina, Ele não se apresenta, apesar da sua incomparável missão, como sendo Deus, o Pai, mas, sim, como um seu Enviado - o Cristo.

Os intuitos da sua vinda ao mundo não foram, pois, o de ser deïficado, o de que se levantassem igrejas ou catedrais em seu nome, nem se fizesse dos seus ensinos uma religião hierárquica, em que dominasse o formalismo, regida por um ritual.

Ele apresentou-se no cenário terrestre como o Médico que deveria restabelecer a saúde das almas; como o Pregoeiro a anunciar a todos o Reino de Deus; como um eleito do Céu, cheio de amor e poder para dominar Potestades e Elementos.

A interpelação dos Mensageiros de João, a sua resposta foi categórica: "Ide contar a João o que estais ouvindo e observando."

Humilde em extremo, mas de uma energia inquebrantável; bondoso, mas justiceiro; estrito cumpridor dos seus deveres; trabalhador incansável, cujos feitos soube tão brilhantemente unir à sua Palavra Redentora, a ponto de chegarem a aclamá-lo Deus, estamos certos não poder Jesus ser solidário com uma "religião" de franjas, de paramentos, de dogmas, que não condiz com o Verbo que reboou no Carmelo e resplandeceu no Tabor, livre de todas as pompas que pudessem desnaturar a sua beleza natural.

Sua Doutrina é mais do que igrejas e sacerdotes, mais do que catecismos e sacramentos, mais do que todo e qualquer princípio de partidarismo que divide a família humana em vez de reuni-la sob um só preceito de moral, abrangendo a obediência a Deus e o Amor ao próximo.

Jesus é a Luz do Mundo, o Sal da Terra, a Água Viva, o Pão, o Suco da Vide, mas, todos esses atributos que e Mestre Galileu a si mesmo conferiu não representam outra coisa senão a Sua Doutrina, o Verbo que nele se fez carne e habitou entre nós.

Não transviemos o pensamento íntimo de Jesus, dedicando-lhe honrarias e títulos que Ele não usou, e nem revistamos a Sua Palavra de preceitos e de roupagens que só podem desnaturá-la.

"O discípulo não pode ser mais do que o Mestre" e só nele permaneceremos se a Sua Palavra permanecer em nós, livre dos abusos de interpretações e do dogmatismo bastardo que transvia as almas e obscurece o Seu Evangelho.

Finalmente, o pensamento íntimo do Mestre quando veio a esse mundo, não teve intuitos glorificadores, mas de concorrer para que essa Religião Sublime do Amor a Deus e ao Próximo se tornasse conhecida de todos e pudesse, em breve tempo, substituir os fermentos farisaicos que até hoje envenenam a Humanidade.
(Do livro: O Espírito do Cristianismo, Cairbar Schutel)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Ansiedades


“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” – (1ª Epístola de Pedro, 5:7.)
 
 

As ansiedades armam muitos crimes e jamais edificam algo de útil na Terra.

Invariavelmente, o homem precipitado conta com todas as probabilidades contra si.

Opondo-se às inquietações angustiosas, falam as lições de paciência da Natureza, em todos os setores do caminho humano.

Se o homem nascesse para andar ansioso, seria dizer que veio ao mundo, não na categoria de trabalhador em tarefa santificante, mas por desesperado sem remissão.

Se a criatura refletisse mais sensatamente reconheceria o conteúdo de serviço que os momentos de cada dia lhe podem oferecer e saberia vigiar, com acentuado valor, os patrimônios próprios. Indubitável que as paisagens se modificarão incessantemente, compelindo-nos a enfrentar surpresas desagradáveis, decorrentes de nossa atitude inadequada, na alegria ou na dor; contudo, representa impositivo da lei a nossa obrigação de prosseguir diariamente, na direção do bem.

A ansiedade tentará violentar corações generosos, porque as estradas terrenas desdobram muitos ângulos obscuros e problemas de solução difícil; entretanto, não nos esqueçamos da receita de Pedro. Lança as inquietudes sobre as tuas esperanças em Nosso Pai Celestial, porque o Divino Amor cogita do bem-estar de todos nós. Justo é desejar, firmemente, a vitória da luz, buscar a paz com perseverança, disciplinar-se para a união com os planos superiores, insistir por sintonizar-se com as esferas mais altas. Não olvides, porém, que a ansiedade precede sempre a ação de cair.
 
(do livro "Pão Nosso", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nas Leis do Amor



Se alguém te fala em descanso inútil depois da morte, pensa nos que sofrem por amor, na experiência terrestre.

Indaga das mães devotadas se teriam coragem de relegar os filhos delinqüentes à solidão da masmorra...

Preferem chorar na pocilga, trabalhando por eles, a morarem no paraíso com o peito rebentando de lágrimas.

Pergunta aos pais afetuosos se pediriam a forca para os rebentos do próprio sangue, comprometidos em débitos insolúveis...

Escolhem a condição dos grilhetas, de modo a vê-los recuperados, renunciando aos prêmios que a sociedade lhes destine à honradez.

Inquire da esposa abnegada se deixaria o companheiro enredado à loucura, pra brilhar num desfile de santidade...

Disputará as vigílias no manicômio para servi-lo, fugindo aos louros da praça pública.

Interroga do amigo verdadeiro se deixará o amigo confiante em dificuldade...

Aceitará partilhar-lhe as provações, recusando os privilégios com que o mundo lhe acene.

Isso acontece na Terra, onde o amor ainda se mistura ao egoísmo, qual o ouro perdido na ganga do solo.

Para além das cinzas do túmulo, há paz de consciência e alegria profunda no dever nobremente cumprido, mas, se te afeiçoas à bondade e à renúncia, poderás quanto quiseres continuar auxiliando os entes amados, que aprendeste a venerar e querer, ou prosseguir exaltando os ideais e as tarefas edificantes que abraças.

À medida que penetramos os segredos do amor puro, vamos reconhecendo que ninguém pode ser realmente feliz sem fazer a felicidade alheia no caminho em que avança.

O próprio Criador determinou que a noite se cobrisse de estrelas e que o espinheiral se levantasse recamado de rosas.

Trabalharemos e sofreremos, assim, por amor, pelos séculos adiante, ajudando-nos uns aos outros a erguer a felicidade de nosso nível, até que possamos entrar, todos juntos, na suprema felicidade que consiste em nossa união com Deus para sempre.
 
(Do livro "Justiça Divina", de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

ESTE DIA.

 
 
Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.
Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na
alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação de permanente.
Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se
com segurança.
Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.
Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado no seu pensamento,
agora é o momento de começar a realizá-lo.
Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante para promovê-la.
Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a
hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir
novamente.
Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você, chegou o
tempo de atendê-las.
Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de
fazer isso.
Este dia é um presente de DEUS, em nosso auxílio; de nós depende aquilo
que venhamos a fazer com ele.

(Extraído do livro "Respostas da Vida", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013



Capacitação Evangelizadores

Data: 20.01.2013
Horário: das 08:30 às 15:30h.
Local: NEIGB – CABO/PE

Contato: patrícia.cfreitas@claro.com.br tel. 81.9113.7806

 

Público Alvo – Trabalhadores da área de evangelização ( evangelizadores, dirigentes e coordenadores de DIJ) e pessoas que desejem evangelizar.

Local da Capacitação: Núcleo Espírita Ismael Gomes Braga.-Rua Jose Plech Fernandes, 171 – Centro –Cabo Santo Agostinho/PE.

Período da Inscrição: de 05.12.2012 à 04.01.2013.

Contato para envio da Ficha: patrícia.cfreitas@claro.com.br / pati1_freitas@hotmail.com tel. 081.9113.7806.

 OBS: Precisamos da confirmação até a 04.01.2013 para dimensionarmos a alimentação e material a ser distribuído no dia do treinamento.



 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Consolador Prometido


3 – Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. – Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João, XIV: 15 a 17 e 26)
4 – Jesus promete outro consolador: é o Espírito da Verdade, que o mundo ainda não conhece, pois que não está suficientemente maduro para compreendê-lo, e que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para fazer lembrar o que Cristo disse. Se, pois, o Espírito da Verdade deve vir mais tarde, ensinar todas as coisas, é que o Cristo não pode dizer tudo. Se ele vem fazer lembrar o que o Cristo disse, é que o seu ensino foi esquecido ou mal compreendido.
O Espiritismo vem, no tempo assinalado, cumprir a promessa do Cristo: o Espírito da Verdade preside ao seu estabelecimento. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas, fazendo compreender o que o Cristo só disse em parábolas. O Cristo disse: “que ouçam os que têm ouvidos para ouvir”. O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porque ele fala sem figuras e alegorias. Levanta o véu propositalmente lançado sobre certos mistérios, e vem, por fim, trazer uma suprema consolação aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, ao dar uma causa justa e um objetivo útil a todas as dores.
Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados”. Mas como se pode ser feliz por sofrer, se não se sabe por que se sofre?
O Espiritismo revela que a causa está nas existências anteriores e na própria destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Revela também o objetivo, mostrando que os sofrimentos são como crises salutares que levam à cura, são a purificação que assegura a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer, e acha justo o sofrimento. Sabe que esse sofrimento auxilia o seu adiantamento, e o aceita sem queixas, como o trabalhador aceita o serviço que lhe assegura o salário. O Espiritismo lhe dá uma fé inabalável no futuro, e a dúvida pungente não tem mais lugar na sua alma. Fazendo-o ver as coisas do alto, a importância das vicissitudes terrenas se perde no vasto e esplêndido horizonte que ele abarca, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem, para ir até o fim do caminho.
Assim realiza o Espiritismo o que Jesus disse do consolador prometido: conhecimento das coisas, que faz o homem saber de onde vem, para onde vai e porque está na Terra, lembrança dos verdadeiros princípios da lei de Deus, e consolação pela fé e pela esperança.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

SIMEÃO E O MENINO

 
 
Dizem que Simeão, o velho Simeão, homem justo e temente a Deus, mencionado no Evangelho

de Lucas, após saudar Jesus criança, no templo de Jerusalém, conservou-o nos braços

acolhedores de velho, a distância de José e Maria, e dirigiu-lhe a palavra, com discreta emoção:

-Celeste Menino – perguntou o patriarca -, porque preferiste a palha humilde da Manjedoura? Já

que vens representar os interesses do Eterno Senhor na Terra, como não vestiste a púrpura

imperial? Como não nasceste ao lado de Augusto, o divino, para defender o flagelado povo de

Israel? Longe dos senhores romanos, como advogarás a causa dos humildes e dos justos?

Porque não vieste ao pé daqueles que vestem a toga dos magistrados? Então, podereis ombrear

com os patrícios ilustres, movimentar-te-ias entre legionários e tribunos, gladiadores e

pretorianos, atendendo-nos à libertação... Porque não chegaste, como Moisés, valendo-se do

prestígio da casa do faraó? Quem te preparará, Embaixador Eterno, para o ministério santo?

Que será de ti, sem lugar no Sinédrio? Samuel mobilizou a força contra os filisteus, preservandonos

a superioridade: Saul guerreou até a morte, por manter-nos a dominação; David estimava o

fausto do poder: Salomão, prestigiado por casamento de significação política, viveu para

administrar os bens enormes que lhe cabiam no mundo... Mas... tu? Não te ligaste aos príncipes,

nem aos juízes, nem aos sacerdotes... Não encontrarias outro lugar, além do estábulo singelo?...

Jesus menino escutou-o, mostrou-lhe sublime sorriso, mas o ancião, tomado de angústia,

contemplou-o, mais detidamente, e continuou:

- Onde representarás os interesses do Supremo Senhor? Sentar-te-ás entre os poderosos?

Escreverás novos livros da sabedoria? Improvisará discursos que obscureçam os grandes

oradores de Atenas e Roma? Amontoarás dinheiro suficiente para redimir os que sofrem?

Erguerás novo templo de pedra, onde o rico e o pobre aprendam a ser filhos de Deus? Ordenará

a execução da lei, decretando medidas que obrigam a transformação imediata de Israel?

Depois de longo intervalo, indagou em lágrimas:

- Dize-me, ó Divina Criança, onde representarás os interesses de nosso Supremo Pai?

O menino tenro ergueu, então, a pequenina destra e bateu, muitas vezes, naquele peito

envelhecido que se inclinava já para o sepulcro...

Nesse instante, aproximou-se Maria e o recolheu nos braços maternos. Somente após a morte

do corpo. Simeão veio, a saber, que o Menino Celeste não o deixara sem resposta.

O infante Sublime, no gesto silencioso, quisera dizer que não vinha representar os interesses do

Céu nas organizações respeitáveis, mas efêmeras da Terra. Vinha da Casa do Pai justamente

para representá-Lo no coração dos homens.
 
(Mensagem extraída do livro "Pontos e Contos", de Irmão X, psicografia de Chico Xavier, FEB)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

34ª SEMANA ESPÍRITA CABENSE



 

Convidamos você para participar da 34ª Semana Espírita Cabense, que será realizada na Câmara de Vereadores do Cabo de Santo Agostinho, no período de 22 a 28.10.2012 das 19h30min as 21h00min.
Tema Central:  JESUS – O Governador Espiritual da Terra
Programação das Palestras
22.10.12     Jesus e a Família.
23.10.12    Os Ensinamentos de Jesus diante dos Problemas das Drogas.
24.10.12    O Maior Mandamento Segundo Jesus.
25.10.12    Jesus e a Pedagogia do Amor.
26.10.12    Jesus e as Curas Espirituais.
27.10.12    Jesus e o Sermão da Montanha.
28.10.12    Jesus – O Governador Espiritual da Terra.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

No Grande Adeus


Cerraste os olhos dos entes amados, orvalhando-lhes o rosto inerte com as lágrimas que te corriam da ternura despedaçada, e inquiriste, sem palavras, para onde se dirigiam no grande silêncio.
Disseste adeus, procurando debalde aquecer-lhes as mãos frias, desfalecentes nas tuas, e colaste neles o ouvido atento, no peito hirto, indagando do coração prostrado a razão porque parou de bater.
Entretanto, o vaso impassível nada pode informar, quanto à destinação do perfume.
Ergue as antenas da prece, no santuário da tua alma, e perceberás o verbo inarticulado dos que partiram...
Saberás, então, que te comungam a dor, estendendo-te as mãos ansiosas. Arrojados à vida nova, querem dizer-te que ressurgiram. Extasiados, perante o sol que a imortalidade lhes apresenta, suspiram por transfundir a saudade e o amor, no cálice da esperança, para que não desfaleças.
Libertos do cárcere em que ainda te encontras, rogam-te a paz e conformação, para que possam, enfim, demandar a renascente manhã que lhes acena dos cimos...
Não lhes craves nos ombros a cruz da aflição, nem lhes turves a mente, no nevoeiro de pranto que te verte da angústia.
Honra-lhes a memória, abraçando os deveres que te legaram, e ajuda-os para que avancem com a tua benção, de modo a te prepararem lugar, na pátria comum, em que todos nos reuniremos um dia.
São agora companheiros que te pedem fidelidade e consolo para que te confortem, à maneira da árvore que solicita a rega da fonte a fim de preservar-se contra a secura.
Ante o fel da separação, trabalha com paciência e confia neles!... E quando a agonia da suposta distância te constrinja os refolhos do espírito, deixa que eles próprios te falem ao pensamento, sob a luz da oração.

(Mensagem extraída do livro "Justiça Divina", Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, FEB)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MÉDIUM INESQUECÍVEL



Estudando mediunidade e ambiente, recordemos um dos médiuns inesquecíveis dos dias apostólicos: Paulo de Tarso.
Em torno dele, tudo era contra a luz do Evangelho.
A sombra do fanatismo e da crueldade não se instalara apenas no Sinédrio, onde se lhe situava a corte dos mentores e amigos, mas também nele próprio, transformando-o em perigoso instrumento da perseguição e da morte. Feria, humilhava e injuriava a todos os que não pensassem pelos princípios que lhe norteavam a ação.
Mas, desabrocha-lhe a mediunidade inesperadamente. Vê Jesus redivivo e escuta-lhe a voz. Aterrado, reconhece os enganos em que vivera.
Entretanto, não perde tempo em lamentações inúteis.
Não sucumbe desesperado. Não se confia à volúpia da autocondenação. Não foge à luta pela renovação íntima. Percebe que não pode recolher, de pronto, a simpatia da família espiritual de Jesus, mas não se sente fracassado por isso. Observa a extensão dos próprios erros, mas não se entrega ao remorso vazio. Empreende, com sacrifício, a viagem da própria renovação.
Para tanto, não reclama a cooperação alheia, mas dispõe-se, ele mesmo, a colaborar com os outros. Encontra imensas dificuldades para a iluminação da alma; no entanto, não esmorece na luta.
Segundo a palavra fiel do Novo Testamento, é açoitado e preso, várias vezes, pelo amor com que ensinava a verdade, mas, em contraposição, na Licaônia e na Macedônia, foi tido como sendo “Mercúrio” encarnado e “Servo do Pai Altíssimo”. Não se sente, todavia, esmagado pela flagelação ou confundido pelo êxito. Tolera assaltos e elogios como o pagador correto, interessado no resgate das próprias contas.
Diz ainda a Boa-Nova que “Deus operava maravilhas pelas mãos dele”; entretanto, ele próprio declara trazer consigo “um espinho na carne”, que o obriga a viver em provação permanente. E enquanto o corpo lhe permite, dá testemunho da realidade espiritual, combatendo ignorância e superstição, maldade e orgulho, tentação e vaidade.
Nem ouro fácil.
Nem privilégios.
Nem cidadela social.
Nem apoio político.
Ele e o tear que o ajudava a sustentar-se ficaram, através dos séculos, como símbolo perfeito de influência pessoal e meio adverso, ensinando-nos a todos, principalmente a nós outros, encarnados e desencarnados de todos os tempos, que podemos pedir orientação, falar em orientação, examinar os sistemas de orientação, mas que, acima de tudo, precisamos ser a própria orientação em nós mesmos.
 
(Do livro "Seara dos Médiuns", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, FEB)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Elogios



“Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” – (Lucas, 11:28.)

Dirigira-se Jesus à multidão, com o enorme poder do seu amor, conquistando geral atenção.
Mal terminara as observações amorosas e sábias, eis que uma senhora se levanta no seio da turba e, magnetizada pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se, em alta voz, às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuído na vinda do Salvador à face da Terra. Mas, prestamente, na perfeita compreensão das conseqüências infelizes que poderiam advir da atitude impensada, responde o Mestre que, antes de tudo, serão bem-aventurados os que ouvem a revelação de Deus e lhe praticam os ensinamentos, observando-lhe os princípios.
A passagem constitui esclarecimento vivo para que não se amorteça, entre os discípulos sinceros, a campanha contra o elogio pessoal, veneno das obras mais santas a sufocar-lhes propósitos e esperanças.
Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus olhos por trabalhador fiel do bem, não o perturbes com palavras, das quais o mundo tem abusado muitas vezes, construindo frases superficiais, no perigoso festim da lisonja. Ajuda-o, com boa-vontade e entendimento, na execução do ministério que lhe compete, sem te esqueceres de que, acima de todas as bem-aventuranças, brilham os divinos dons daqueles que ouvem a Palavra do Senhor, colocando-a em prática
 
(Mensagem publicada no livro "Pão Nosso", de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier, editora FEB)

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Esforço e Oração

 
 
“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” – (Mateus, 14:23.)
De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PRECE DIFERENTE



Senhor!
Eu desejo Te fazer uma rogativa diferente. Todos pedem pelos injustiçados, por aqueles que têm sede e fome de justiça. Eu Te peço pelos que cometem injustiças.
Todos rogam pelas vítimas das drogas. Eu Te rogo, Senhor, por aqueles que distribuem as drogas e com isso enriquecem.
São criaturas infelizes que ajuntam fortunas à custa de vidas alheias, de lares destroçados. Logo mais, eles terão que responder perante a Lei Divina por toda a infelicidade que estão cultivando.
Muitos pedem pelos órfãos e pelas viúvas. Eu Te rogo, Senhor, por aqueles que deixaram as crianças sem pai e as mulheres sem marido, porque todos os que espalham o mal, brevemente enfrentarão o julgamento da própria consciência.
Todos suplicam pelas mães que tiveram as vidas dos seus filhos ceifadas em plena juventude, pelo braço da violência assassina.
Pelas mães que choram a ausência dos filhos que eram toda a sua alegria.
Mas eu, Senhor, Te peço pelos corações das mães que têm seus filhos encerrados nas prisões. Por aquelas que os receberam nos braços, os amamentaram e teceram mil sonhos de ventura e os viram todos destroçados.
Te peço, Senhor, pelas mães que sofrem por ouvirem muitos chamarem seus filhos de bandidos, de criminosos, de homens sem alma.
Muitos suplicam pelos que padecem fome. Eu Te suplico por aqueles que a provocam. Por aqueles que, tendo abarrotados os celeiros, mantêm as portas fechadas, esperando que o preço suba, que o mercado fique melhor para poderem ganhar maiores somas em dinheiro.
Todos pedem em favor dos que não têm acesso aos medicamentos, aos hospitais, a exames e a um tratamento digno.
Eu Te rogo por todos aqueles que fazem das suas possibilidades de servir ao semelhante uma oportunidade de conseguir ainda mais moedas para acrescentar nas suas contas bancárias.
Muitos estendem súplicas aos céus pelos idosos abandonados que vivem nos asilos, nas ruas, nas clínicas.
Eu Te suplico por aqueles que os abandonaram porque um dia colherão a exata medida do que estão semeando na atualidade.
Enfim, Senhor, enquanto todos rogam pelos infelizes e desgraçados, eu Te rogo por aqueles que sorriem mas apresentam o coração em chaga viva, por aqueles que parecem ser vencedores no mundo, mas que trazem na intimidade a mensagem da frustração, do desamor e da solidão.
Eu Te peço, Senhor, por todos os que se encontram no momento da semeadura infeliz porque, na época da colheita, sofrerão imensamente por todos os espinhos que terão de colher.

O primeiro ato que deveria assinalar o dia do cristão é a prece.
Não existe uma fórmula especial para orar. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração.
A qualidade principal da prece é ser clara, simples, sem frases inúteis.
Cada palavra deve ter alcance próprio, despertar uma ideia, pôr em vibração uma fibra da alma. Orar por si mesmo é necessidade da criatura. Orar pelos que persistem no erro, é exercício de amor ao semelhante.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Anjo Solitário


Enquanto o Mestre agonizava na cruz, rasgou-se o céu em Jerusalém e entidades angélicas, em grupos extensos, desceram sobre o Calvário doloroso...
Na poeira escura do chão, a maldade e a ignorância expeliam trevas demasiadamente compactas para que alguém pudesse divisar as manifestações sublimes.
Fios de claridade indefinível passaram a ligar o madeiro ao firmamento, embora a tempestade se anunciasse a distância...
O Cristo, de alma sedenta e opressa, contemplava a celeste paisagem, aureolado pela glória que lhe bafejava a fronte de herói, e os emissários do paraíso chegavam, em bandos, a entoarem cânticos de amor e reconhecimento que os tímpanos humanos jamais poderiam perceber.
Os anjos da ternura rodearam-lhe o peito ferido, como a lhe insuflarem energias novas.
Os portadores da consolação ungiram-lhe os pés sangrentos com suave bálsamo.
Os embaixadores da harmonia, sobraçando instrumentos delicados, formaram coroa viva, ao redor de sua atribulada cabeça, desferindo comovedoras melodias a se espalharem por bênçãos de perdão sobre a turba amotinada.
Os emissários da beleza teceram guirlandas de rosas e lírios sutis, adornando a cruz ingrata.
Os distribuidores da justiça, depois de lhe oscularem as mãos quase hirtas, iniciaram a catalogação dos culpados para chamá-los a esclarecimento e reajuste em tempo devido.
Os doadores de carinho, em assembléia encantadora, postaram-se à frente dele e acariciavam-lhe os cabelos empastados de sangue.
Os enviados da luz acenderam focos brilhantes nas chagas doloridas, fazendo-lhe olvidar o sofrimento.
Trabalhavam os mensageiros do Céu, em torno do Sublime Condutor dos homens, aliviando-o e exaltando-o, como a lhe prepararem o banquete da ressurreição, quando um anjo aureolado de intraduzível esplendor apareceu, solitário, descendo do império magnificente da Altura.
Não trazia seguidores e, em se abeirando do Senhor, beijou-lhe os pés, entre respeitoso e enternecido. Não se deteve na ociosa contemplação da tarefa que, naturalmente, cabia aos companheiros, mas procurou os olhos de Jesus, dentro de uma ansiedade que não se observara em nenhum dos outros.
Dir-se-ia que o novo representante do Pai Compassivo desejava conhecer a vontade do Mestre, antes de tudo. E, em êxtase, elevou-se do solo em que pousara, aos braços do madeiro afrontoso. Enlaçou o busto do Inesquecível Supliciado, com inexcedível carinho, e colou, por um instante, o ouvido atento em seus lábios que balbuciavam de leve.
Jesus pronunciou algo que os demais não escutaram distintamente.
O mensageiro solitário desprendeu-se, então, do lenho duro, revelando olhos serenos e úmidos e, de imediato, desceu do monte ensolarado para as sombras que começavam a invadir Jerusalém, procurando Judas, a fim de socorrê-lo e ampará-lo.
Se os homens lhe não viram a expressão de grandeza e misericórdia, os querubins em serviço também lhe não notaram a ausência. Mas, suspenso no martírio, Jesus contemplava-o, confiante, acompanhando-lhe a excelsa missão, em silêncio.
Esse era o anjo da Caridade.


(Mensagem extraída do livro Estante da vida, cap. 34.)